Domingo – Dia das Mães
Está friozinho aqui na Capital dos pampas e eu
estou ouvindo agora, essa canção tão cheia de ternura nesse domingo frio aqui no
Estado, daqueles em que o chimarrão parece aquecer também a alma. E hoje, sendo
Dia das Mães, essa letra ganha ainda mais
força.
A música Mãe, Um Pedaço de Céu, de Leonardo Sullivan, toca justamente num ponto
universal: para uma mãe, o filho nunca deixa de ser menino, mesmo quando o
tempo cobre os cabelos de branco e a vida endurece os caminhos. Há algo muito
bonito nisso - o olhar materno não mede idade, mede afeto. O refrão é
especialmente poderoso: “Talvez um pedaço do céu que Deus transformou em
mulher”
Essa imagem
transforma a mãe em ponte entre o humano e o divino. Não fala de perfeição, mas
de presença: abrigo na tristeza, companhia na alegria, amor que não calcula
sacrifícios. É uma letra simples na linguagem, mas enorme no sentimento -
justamente por isso alcança tanta gente.
E há também algo
muito brasileiro nela: a mãe como porto seguro, como casa emocional, como
memória viva da infância. Mesmo um homem feito, diante da mãe, volta a ser
criança por alguns instantes. A canção entende isso com delicadeza.
Nesse domingo
gelado aqui do sul, com previsão de geada e até chuva congelada em algumas regiões,
essa música parece um cobertor antigo: aquece mais pelo afeto do que pelo
tecido. Um feliz Domingo Dia das Mães pra você.
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