domingo, 10 de maio de 2026

 


Domingo – Dia das Mães

Está friozinho aqui na Capital dos pampas e eu estou ouvindo agora, essa canção tão cheia de ternura nesse domingo frio aqui no Estado, daqueles em que o chimarrão parece aquecer também a alma. E hoje, sendo Dia das Mães, essa letra ganha ainda mais força.

A música Mãe, Um Pedaço de Céu, de Leonardo Sullivan, toca justamente num ponto universal: para uma mãe, o filho nunca deixa de ser menino, mesmo quando o tempo cobre os cabelos de branco e a vida endurece os caminhos. Há algo muito bonito nisso - o olhar materno não mede idade, mede afeto. O refrão é especialmente poderoso: “Talvez um pedaço do céu que Deus transformou em mulher”

Essa imagem transforma a mãe em ponte entre o humano e o divino. Não fala de perfeição, mas de presença: abrigo na tristeza, companhia na alegria, amor que não calcula sacrifícios. É uma letra simples na linguagem, mas enorme no sentimento - justamente por isso alcança tanta gente.

E há também algo muito brasileiro nela: a mãe como porto seguro, como casa emocional, como memória viva da infância. Mesmo um homem feito, diante da mãe, volta a ser criança por alguns instantes. A canção entende isso com delicadeza.

Nesse domingo gelado aqui do sul, com previsão de geada e até chuva congelada em algumas regiões, essa música parece um cobertor antigo: aquece mais pelo afeto do que pelo tecido. Um feliz Domingo Dia das Mães pra você.


Nenhum comentário:

Postar um comentário