domingo, 10 de maio de 2026

 


Domingo – Dia das Mães

Está friozinho aqui na Capital dos pampas e eu estou ouvindo agora, essa canção tão cheia de ternura nesse domingo frio aqui no Estado, daqueles em que o chimarrão parece aquecer também a alma. E hoje, sendo Dia das Mães, essa letra ganha ainda mais força.

A música Mãe, Um Pedaço de Céu, de Leonardo Sullivan, toca justamente num ponto universal: para uma mãe, o filho nunca deixa de ser menino, mesmo quando o tempo cobre os cabelos de branco e a vida endurece os caminhos. Há algo muito bonito nisso - o olhar materno não mede idade, mede afeto. O refrão é especialmente poderoso: “Talvez um pedaço do céu que Deus transformou em mulher”

Essa imagem transforma a mãe em ponte entre o humano e o divino. Não fala de perfeição, mas de presença: abrigo na tristeza, companhia na alegria, amor que não calcula sacrifícios. É uma letra simples na linguagem, mas enorme no sentimento - justamente por isso alcança tanta gente.

E há também algo muito brasileiro nela: a mãe como porto seguro, como casa emocional, como memória viva da infância. Mesmo um homem feito, diante da mãe, volta a ser criança por alguns instantes. A canção entende isso com delicadeza.

Nesse domingo gelado aqui do sul, com previsão de geada e até chuva congelada em algumas regiões, essa música parece um cobertor antigo: aquece mais pelo afeto do que pelo tecido. Um feliz Domingo Dia das Mães pra você.


domingo, 12 de outubro de 2025


Celebrar a infância, o universo lúdico e reforçar a importância dos direitos das crianças. Essa é a ideia central do Dia das Crianças, data que no Brasil é comemorada neste domingo, 12 de outubro. A escolha desse dia específico no calendário nacional, tem uma história que passa por questões políticas, uma tentativa de unificar a comemoração nas Américas e também uma campanha publicitária.

A origem oficial da data no país remonta a 1924. Naquele ano, o então presidente Arthur Bernardes assinou um decreto que instituía o "Dia da Festa da Criança", após um projeto de lei ser aprovado no Congresso. A inspiração veio do 3º Congresso Sul-Americano da Criança, realizado no Rio de Janeiro em 1923, que debateu temas como educação, alimentação e desenvolvimento infantil.

Segundo informações da Agência Senado, o contexto da década de 1920 era muito diferente do atual. As crianças, especialmente as mais pobres, não tinham seus direitos assegurados, muitas eram obrigadas a trabalhar e não frequentavam a escola.

Durante o congresso de 1923, surgiu a sugestão de que a data comemorativa coincidisse com o dia do Descobrimento da América, também em 12 de outubro. O objetivo, de acordo com a Agência Senado, era associar simbolicamente a nova geração (as crianças) à chegada de Cristóvão Colombo à América, induzindo todos os países americanos participantes do evento a adotarem a mesma data.

No entanto, a tentativa de unificação não deu certo. Cada nação das Américas acabou escolhendo uma data própria para a celebração. O Paraguai, por exemplo, comemora em 16 de agosto, data que recorda um batalhão de crianças mortas na Guerra do Paraguai. O Brasil, assim, tornou-se o único país do mundo a celebrar suas crianças em 12 de outubro, conforme um artigo publicado pelo Senado.

A data, porém, não se fixou de imediato. Antes do decreto de 1924, a comemoração era feita informalmente em 2 de outubro, dia em que a Igreja Católica celebra os Anjos da Guarda. E, em 1940, o presidente Getúlio Vargas mudou a comemoração oficial para 25 de março, mas a efeméride não "pegou" entre a população.

Foi apenas em 1960 que o 12 de outubro retornou com força, impulsionado por uma campanha de marketing. Uma fabricante de brinquedos se uniu a uma empresa de cosméticos para criar a "Semana do Bebê Robusto", ainda conforme relata a Agência Senado. A estratégia comercial foi um sucesso e popularizou a data.

Uma coincidência que fortaleceu a data comercialmente foi o fato de 12 de outubro ser também o dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, instituída como feriado nacional em 1980. Parabéns a todas as criançcas aqui do Condominio...

sábado, 10 de maio de 2025


Que toda mãe saiba o quanto é valorizada e especial. Algumas mães se dedicam tanto aos filhos e sua família que acaba esquecendo de cuidar de si mesmas, lembre-se que as mães merecem amor, cuidado e reconhecimento não apenas nos dia das mães, mas todos os dias, elas são verdadeiras guerreiras e merecem toda a gratidão do mundo.

                                                   Condominio Plaza Bourbon

domingo, 6 de abril de 2025

É preciso dar mais vida aos anos”, diz o gerontólogo Alexandre Kalache

Uma das maiores autoridades em envelhecimento do mundo, Alexandre Kalache explica como associar mais expectativa à qualidade de vida

Alexandre Kalache: para o médico, de nada adianta estender a vida se não houver qualidade (May Tse/South China Morning Post/Getty Images)

Não basta acrescentar mais anos à vida. É necessário acrescentar mais vida aos anos. Essa é a premissa para um envelhecimento saudável, segundo o médico gerontólogo Alexandre Kalache, de 79 anos, presidente do Centro Internacional da Longevidade (ILC-Brasil). O Brasil, apesar de ser um dos países em que a população envelhece mais rapidamente, ainda não está preparado para esse processo de longevidade acentuada, diz ele. 

Basta ver o número de partidos políticos nas últimas eleições que citavam o envelhecimento nas suas plataformas. Foram poucos e, mesmo assim, de passagem”, diz o médico. Considerado um dos maiores estudiosos sobre o tema, Kalache foi diretor do Departamento de Envelhecimento e Saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS), onde idealizou e conduziu diversos estudos e políticas públicas ligados ao tema do envelhecimento. A seguir, trechos da entrevista concedida com exclusividade à EXAME CEO.

O senhor costuma dizer que precisamos acrescentar mais vida aos anos, e não apenas mais anos à vida. Como isso deve funcionar, na prática?

Há uma obsessão pelo número de anos que as pessoas podem viver. Porém, não adianta estender a vida se ela não tiver qualidade. É preciso estender a vida com qualidade. Isso significa viver mais anos com saúde, dignidade, ciente de suas responsabilidades, propósito de vida, capital social e financeiro para as suas necessidades, e acumulando conhecimentos que possam ser deixados como legado às próximas gerações. O importante é viver bem com os anos que você tem. Quanto mais cedo você se prepara para o envelhecimento, melhor. Nunca é tarde demais para esse preparo, mas os ganhos serão sempre melhores para aqueles que começaram mais cedo.

A população brasileira envelhece rapidamente, em um processo que deve ser acelerado nos próximos anos. O país está preparado para isso?

Déficit: há pouco mais de 2.000 geriatras no Brasil, quando o ideal seriam mais de 30.000 (FG Trade/Getty Images)

Não. O Brasil é um dos três países que mais rapidamente envelhecerão nos próximos 25 anos. Em 2011, tínhamos 10% da população brasileira com mais de 60 anos. Em 2030, passaremos a 20% do total. A França levou 145 anos para um processo semelhante. Por sorte, os países ricos primeiro enriqueceram para depois envelhecer. Em 2050, mais de 30% da população brasileira será sexagenária, ou seja, cerca de 68 milhões de pessoas. E aí entra a questão da pobreza e da desigualdade, assim como a falta de acesso aos serviços de saúde. Estamos envelhecendo muito rapidamente e o país não está preparado. Basta ver o número de partidos políticos nas últimas eleições que citavam o envelhecimento nas suas plataformas. Foram poucos e, mesmo assim, de passagem, falando muito mais sobre emprego e estender a vida laboral do que estender uma vida com qualidade e oferecer dignidade às pessoas envelhecidas.

Há pouco mais de 2.000 geriatras credenciados, quando o ideal seriam mais de 30.000.

Hoje, Quais são os maiores desafios para quem envelhece no Brasil?

O principal deles é vencer o preconceito, o “idadismo”. A pandemia escancarou isso. Algo como “não vou comprar a vacina, gente velha só dá despesa, é um peso morto”. “O mundo é para os mais fortes.” E assim acumulamos mais de 700.000 mortes por covid-19 no país. O Brasil registrou 11% do total das mortes no mundo, enquanto a população brasileira representa apenas 3% da população mundial. Isso é um exemplo extremo do idadismo que prevalece em nossa sociedade, algo que deveremos fazer um esforço muito grande para vencer. Outros desafios são a desigualdade e a pobreza; a pobreza que começa no início da vida e se perpetua, assim como a falta de oportunidades.

Diante de tantos desafios, há também vantagens de envelhecer no Brasil, em comparação a outros lugares?

A sociedade brasileira tem uma coesão familiar e um capital social dentro da família que países desenvolvidos e já envelhecidos perderam. Temos o fator do clima que favorece a prática de atividades fora de casa, caminhadas, esportes. Mas, atenção, isso também está mudando. As ondas de calor são um fator de risco importante para a pessoa idosa. Somos um país de praia, mas também somos um país de enchentes. Em lugares com transtornos climáticos, as principais vítimas são as populações muito jovens e as idosas.

A vida é o direito mais fundamental, mas não é apenas uma questão de dar mais anos à vida. É necessário pensar em dar mais vida aos anos

Qual é o papel do poder público nesse processo de envelhecimento populacional? Como devem ser direcionadas as políticas públicas, em especial as relacionadas ao acesso à saúde, previdência e assistência social?

Eu sigo o Marco do Envelhecimento Ativo, promulgado pela Organização Mundial da Saúde em 2002. O que diz ele? Envelhecimento é priorizar e otimizar as oportunidades em quatro eixos fundamentais que podem aumentar a qualidade de vida à medida que envelhecemos. Em primeiro lugar, a saúde, o mais importante. O segundo eixo são os conhecimentos, as oportunidades para aprender sempre, da infância à velhice. A revolução da longevidade se dá em paralelo à revolução dos conhecimentos e da tecnologia. E quem não aprender novas habilidades vai ficar de fora. O terceiro pilar é a participação na sociedade. Isso pressupõe direitos de cidadania que, quando negados, reduzem a qualidade de vida. O último pilar é proteção e segurança. O horror do envelhecimento sempre foi e sempre será a pessoa se sentir desprotegida. E aqui não basta apelar para a família. É preciso que o Estado ofereça segurança e proteção ao idoso.

Apesar da demanda crescente, o Brasil possui poucos médicos geriatras, assim como cuidadores de idosos especializados. Como superar essa falta de profissionais?

Existe um déficit de 28.000 geriatras no Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Há pouco mais de 2.000 geriatras credenciados, quando o ideal seriam mais de 30.000. Ao mesmo tempo, apenas 10% das escolas médicas no Brasil possuem uma disciplina de geriatria. Mas vamos supor que haja um mutirão para formar 5.000 geriatras nos próximos dez anos. O problema é que o déficit terá aumentado para 37.000, por causa do envelhecimento da população. Ou seja, é enxugar gelo.

O que fazer, então?

Precisamos, sim, ter mais geriatras. Mas precisamos, sobretudo, que todos os profissionais da saúde aprendam mais sobre envelhecimento. O desenvolvimento das doenças, a farmacologia, a anatomia humana, tudo isso muda com a idade. Só que os profissionais não estão aprendendo o suficiente sobre envelhecimento. Por volta de 2040, a população do Brasil vai parar de crescer. O único segmento que continua­rá a crescer é o de pessoas com mais de 60 anos. Do total de residentes em medicina, cerca de 12% hoje escolhem obstetrícia e ginecologia. Não sei o porquê, já que estão nascendo menos crianças. Outros 11% escolhem a pediatria. Também não entendo, pois terão menos crianças para cuidar. E apenas 0,5% escolhem geriatria. A conta não fecha. Não estão percebendo que estamos no século da longevidade e a única forma de encontrar soluções duradouras é aprender cada vez mais sobre envelhecimento.

No Brasil, 4 milhões de pessoas idosas vivem sós. A solidão dói e pode ter um caráter perverso.

Outra questão é a solidão dos mais velhos. Como lidar com esse enorme desafio, já que parte considerável dessa faixa etária vive sozinha e, muitas vezes, distante da família?

A pandemia deflagrou e escancarou esse problema imenso em nível global. Na epidemia de covid-19 nos deparamos também com a pandemia da solidão. No Brasil, 4 milhões de pessoas idosas vivem sós. A solidão dói e pode ter um caráter perverso. E aqui não estamos falando da solitude. A solitude é um momento de introspecção que você escolhe, de reflexão. Mas a solidão, não. Ela não é uma escolha, e sim um contexto. Num país de dimensões continentais como o nosso, a solidão pode ser agravada pelo distanciamento. São necessárias políticas públicas efetivas para a criação de centros sociais e de convivência.

Como lidar com a questão econômica de forma a atender satisfatoriamente a população que envelhece?

Há muitas iniciativas que podem gerar empregos e oportunidades econômicas. Creio que políticas públicas, em todos os níveis, devem ser desenvolvidas com muito cuidado para não deixar ninguém para trás. Não vejo isso acontecendo. Há outro aspecto, sobretudo no setor privado, de oferecer oportunidades de trabalho digno para pessoas com mais de 60 anos. Em um país que envelhece tão rapidamente, é uma forma de fazer com que a economia possa ser ampliada e que essas pessoas sejam capazes de continuar produtivas e competitivas.

Apesar de todos os desafios inerentes à velhice, o senhor diz que a melhor coisa que pode nos acontecer é envelhecer. É isso mesmo?

Sim. Envelhecer é bom, morrer cedo é o que não presta. A vida é o direito mais fundamental, mas não é apenas uma questão de dar mais anos à vida. É necessário pensar em dar mais vida aos anos. E fazer com que esses anos a mais sejam com qualidade. Para isso, é necessário pensar de uma forma holística, humanística e com empatia, lembrando sempre aos mais jovens: você almeja envelhecer. Creio que ninguém tem preferência por morrer precocemente. Mas lute para que o país em que você vai envelhecer lhe dê oportunidades. O melhor que pode acontecer aos jovens é envelhecer em um país que lhes garanta dignidade.

sábado, 15 de março de 2025


O segredo eterno da sopa de canederli

É o tesouro dos sabores caseiros. O esconderijo dos arrebatamentos. O testamento de risos e suspiros. Nem precisa ser um livro, pode ser um caderninho escolar, com as folhas manchadas de farinha e ovos, com a caligrafia às pressas, onde você anota a quantidade dos ingredientes e a forma de preparo dos pratos que deram certo no convívio.

São fórmulas secretas cobiçadas ardentemente pelos filhos e netos. Você faz chantagem com elas pelo resto da vida. Você promete revelá-las quando julgar que a pessoa merece ou está pronta para assumir a alquimia. Você possui uma carta na manga para seguir vivo na posteridade.

Quem tem livro de receitas não entrega seus truques facilmente. Não sai repartindo os detalhes decisivos do manjar, o diferencial dos banquetes, os temperos improváveis empregados.

É alguém que acalenta a privacidade de sua cozinha, e gera suspense com seus achados. Um abnegado do fogão, um sacerdote dos molhos, com o sigilo sacramental da confissão inviolável.

Não é fofoqueiro de sua magia, dedicando a sua história a preservar os seus alfarrábios e se mostrar presença obrigatória nos almoços e jantares comemorativos. Contar com uma especialidade incomparável nas panelas é garantia da frequência nos álbuns de fotografias. Você jamais ficará de fora das grandes festas, jamais será penetra.

Os dotes culinários se transformam em pré-requisito para ser benquisto pela família e sempre convidado, já que só você sabe o ponto daquela musse de chocolate com furinhos exatos, daquela paella de ferver o mar, daquela galinhada que dá água na boca.

Não passar adiante é se proteger dos concorrentes e da possibilidade de um dia ser dispensado. Muitos casamentos permaneceram de pé somente pela obra gastronômica sagrada. O que eu aprendi tardiamente é que não basta receber a receita. É necessário praticar com o dono dela.

Minha avó expôs, no fim da sua existência, no leito de morte, o rascunho da sua sopa de canederli.

Caldo:

Frango (peito, pescoço, miúdos)

Sal a gosto

1 cebola picada

2 dentes de alho picado

Tempero verde a gosto

1 cenoura inteira

Canederli:

6 xícaras de chá de pão francês "dormido" ralado

250 mg de salame colonial picado bem fino

100 g de queijo colonial picado bem fino

100 g de queijo parmesão ralado

6 ovos batidos

Tempero verde a gosto

Sal a gosto

Farinha para dar liga (em torno de 5 colheres de sopa), a depender da umidade do pão. Pensávamos que manteríamos o hábito da famosa sopa de bolas no inverno. Ninguém de casa, geração por geração, conseguiu repetir. Todos fracassaram, inclusive eu.

Se pudéssemos ressuscitar a nona, perguntaríamos de cara, antes de expressar a nossa incurável saudade: onde erramos?

É que não adianta apenas herdar o escrito, é fundamental pagar o preço do treinamento. Existe algo feito de olho que não vai para o papel. _

CARPINEJAR 


14/03/2025 - 13h30min
Martha Medeiros

Que desalento é este que está intoxicando jovens que deveriam estar em seu auge?

Não que tivéssemos muitas certezas na idade deles, mas a gente ia em frente com dúvida e tudo, o pulso latejava.

Não havia zumbis atrás de telas, buscávamos excitação de verdade.

Espero estar enganada, mas meu senso de observação, aliado a algumas matérias que andei lendo, têm me induzido a pensar que pessoas maduras, também conhecidas como velhas, continuam empolgadas com a vida, fazendo planos para o futuro e transando bem, obrigada, enquanto os jovens, que eram os que detinham o monopólio da vitalidade, estão entediados, apáticos, achando graça em nada. Alguém aí confirma?

Outro dia, estava conversando com amigos da minha faixa etária, todos entrados nos 60 e com filhos na casa dos 30, e a impressão deles era a mesma. A nova geração tem passado os dias com cara de paisagem. Eles trabalham desesperançados, não se apaixonam perdidamente e seus entusiasmos mal duram um fim de semana, logo esfriam. 

Não que tivéssemos muitas certezas na idade deles, mas a gente ia em frente com dúvida e tudo, o pulso latejava. Um dia de sol na praia era um acontecimento. Um beijo roubado nos deixava insones. Abraçávamos nossas causas com inocência e ardor, nunca com ódio. Vibrávamos numa frequência positiva. Sorriso não era uma raridade em nosso rosto e não falávamos por monossílabos: palestrávamos em mesa de bar. Melancolia? 

De vez em quando, sucumbíamos a ela, claro. Éramos poetas, alguns trágicos, cortesia da arte e de suas consequências na alma, mas tudo era visto como privilégio da existência. Não havia zumbis atrás de telas, buscávamos excitação de verdade.

Que desalento é este que está intoxicando garotos e garotas que deveriam estar em seu auge? São pouco afirmativos e não lutam por seus sonhos – nem mesmo sonham. Falta propósito. E o fracasso apavora. Contentam-se em ser uma eterna promessa e não estão entendendo que o tempo irá cobrar caro, um dia, pela postura blasé do “tanto faz”.

O excesso é cúmplice do vazio, uma dupla bandida. Excesso de informações, poucos empregos. Excesso de bocas, pouca intimidade. Os cardápios são fartos de “felicidade”: quanto mais é oferecido, mais confusos eles ficam, que caminho seguir? Nós também tivemos que fazer escolhas e as renúncias faziam parte do jogo, não paralisavam ninguém. Agora o rolê tonteia. 

Escolher só uma alternativa entre um milhão? Não conseguem. Nada se destaca, nada é especial. A banalidade dá o tom da conversa, que leva ao fastio, claro. Um minuto de atenção (se tanto) e já se trocou de desejo. 

sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

Condomínio é parecido com empresa, e gestão pode ser aprimorada com o e-Social

Adaptação ao novo sistema é uma excelente oportunidade para evoluir do amadorismo para o profissionalismo; ignorar mudanças pode levar a multas. Todos os condomínios estão obrigados a enviar as informações trabalhistas, previdenciárias e tributárias ao governo federal pelo Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial), uma plataforma que substituirá os documentos em papel e, também, passará a ser mais efetiva na fiscalização das obrigações sociais e trabalhistas.

O eSocial Empresas é um novo sistema de registro feito pelo governo federal com o objetivo de desburocratizar e facilitar a administração de informações. O eSocial Empresas é um novo sistema de registro feito pelo governo federal com o objetivo de desburocratizar e facilitar a administração de informações.

O eSocial, de fato, é um avanço que traz mais inteligência, eficiência e segurança para os fluxos administrativos. Porém, demanda uma adaptação nas rotinas já estabelecidas e depende de investimentos. Por isso, muitos condomínios ainda não se alinharam à nova realidade, perdendo a oportunidade de aprimorar a gestão e correndo o risco de prejuízos com multas e sanções.

É importante destacar que o eSocial não é apenas a substituição do papel. O conteúdo também sofreu alterações e os dados que devem ser entregues ao governo não são mais os mesmos. Também ocorreram alterações em relação aos prazos. As exigências de detalhamento foram alteradas e as ocorrências devem ser comunicadas com antecedência, o que exige mais organização e método. Para lidar com as mudanças, indiscutivelmente o condomínio precisa do apoio de um especialista para garantir a entrega dos documentos previstos, bem como a precisão dos arquivos digitais. Porém, além das questões técnicas, o eSocial deve ser visto como uma oportunidade de mudança de cultura.

A adaptação ao novo sistema é uma excelente oportunidade para evoluir do amadorismo para o profissionalismo, compreendendo que o condomínio é “parecido” com uma empresa. E ainda alinhado a uma nova realidade ESG (governança ambiental, social e corporativa, na sigla em inglês), com responsabilidade social e ambiental e comprometido com políticas de inclusão e de diversidade.

Essa transformação cultural, é claro, não se dá apenas entre gestores, colaboradores e prestadores de serviços. O engajamento dos moradores também é indispensável. Então, está claro que não existe mais espaço para administradoras mal preparadas.

Se você é síndico que ainda não entrou no século 21, está na hora de se mexer. Utilize o gancho do eSocial e promova a revolução que os seus condôminos esperam. Por isso, o mais apropriado é contar com o apoio de uma administradora. Quanto antes você começar, mais cedo colherá os frutos.

Lembrando que, pelo menos no caso do eSocial, não se trata de vontade, mas de obrigação. Se não realizar as mudanças de acordo com o prazo estabelecido, as multas chegarão. E o síndico, como responsável legal e direto, vai responder pelos erros decorrentes da má gestão.
José Roberto Graiche Júniro


24 de Janeiro de 2025
CARPINEJAR

Nosso primeiro Oscar

Brasil vencerá seu primeiro Oscar na mais badalada festa do cinema mundial. Ocorrerá na 97ª cerimônia de entrega dos Academy Awards, no dia 2 de março, num domingo, a partir das 21h.

Por que eu afirmo isso? Não é profecia. Nem sou íntimo de nenhum jurado da Academia. O empurrão que lhe faltava era a nominação do filme em que ela atua para a principal categoria, a primeira vez que acontece a uma obra brasileira na história.

Não ganharia de Demi sem a categoria de Melhor Filme. Fernanda Torres deve justiçar a sua mãe, Fernanda Montenegro, que também concorreu ao Oscar há 26 anos por Central do Brasil.

Em Ainda Estou Aqui, baseado no emocionante livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva, publicado em 2015, Torres interpreta Eunice Paiva, mãe do escritor, a qual enfrenta a violência do regime militar depois da prisão do deputado cassado Rubens Paiva (Selton Mello), em 20 de janeiro de 1971.

Curiosamente, o documento que atestou a entrada de Rubens Paiva na prisão foi localizado em Porto Alegre, durante a investigação do assassinato do coronel da reserva do Exército Julio Miguel Molina Dias, 78, morto com 15 tiros em 1º de novembro de 2012, quando chegava em casa.

No registro encontrado, há indicação do ingresso de Rubens Paiva no QG-3, no Rio de Janeiro, e dos documentos e pertences pessoais que ele portava no momento da prisão. Na margem dele, consta a assinatura de Rubens Paiva.

DOCUMENTOS PESSOAIS:

Dois cartões de Piloto Privado.

Uma carteira nacional de habilitação.

de Engenharia e Arquitetura.

PERTENCES PESSOAIS:

Quatro cadernos de anotações.

Uma fita de gravador.

Uma gravata.

Um paletó.

O que mais impacta é o engenheiro paulista ter levado 14 livros para ler na prisão. Ninguém que acreditasse que iria morrer levaria essa biblioteca. Ele se despediu da família com a esperança de sobreviver.

Jamais imaginaríamos que uma tragédia tão brasileira, tão latino-americana, fosse invadir Hollywood. Invadir não, entrar pela porta da frente, devidamente convidada. 

CARPINEJAR

quarta-feira, 25 de dezembro de 2024

segunda-feira, 23 de dezembro de 2024

Dia do Vizinho 

O Dia do Vizinho é comemora anualmente em 23 de dezembro no Brasil. A data homenageia a preciosa relação de "amor e ódio" entre os "companheiros de porta"; os companheiros que compartilham a mesma rua ou o mesmo prédio.

Nas grandes metrópoles o sentido "clássico" de vinhança foi perdido, devido ao medo e a insegurança que ronda nas cidades grandes. Muitas famílias ou indivíduos, quando se mudam, passam vários meses ou anos até conhecer e começar a manter algum tipo de relação com o seu vizinho.

Porém, nas cidades pequenas ou bairros do subúrbio, por exemplo, as relações com a vizinhança são normalmente mais comuns. Os vizinhos acabam fazendo parte do dia-a-dia do indivíduo.

Mensagem para o Dia do Vizinho

"Uma boa convivência social pode começar com uma simples gentileza. Cumprimente, dialogue, cultive a amizade e o respeito com seu vizinho. Ele pode ser mais do que alguém que simplesmente mora ao seu lado!"

"Vizinhos bons são aqueles que nos dão bom dia! Feliz dia do vizinho, meu amigo!"

Origem do Dia do Vizinho

Existem algumas divergências sobre a data correta para comemorar o Dia do Vizinho no Brasil.  A maioria dos estados brasileiros celebra o 23 de dezembro, no entanto, não existe uma justificativa concreta para a escolha desta data.

Em outros lugares do país, os vizinhos comemoram o seu dia em 20 de agosto, em homenagem à figura da poetisa Cora Coralina. Cora Coralina era natural de Goiás e o tema central de suas poesias eram os seus vizinhos. Por causa de seu amor pela vizinhança, o dia 20 de agosto (data de seu nascimento), se transformou em Dia do Vizinho em Goiás.

sábado, 29 de junho de 2024


29 DE JUNHO DE 2024
J.J. CAMARGO

Quando a crise foi sanitária, a distribuição do sofrimento, ainda que mais equânime na origem, logo adiante restabeleceu o desequilíbrio, quando a boa condição econômica dos privilegiados permitiu socorro hospitalar em unidades de terapia intensiva mais sofisticadas, onde as mortes evitáveis puderam ser evitadas.

Mas como o tema da desigualdade se presta para todo tipo de discurso, seja ele solidário, assertivo, hipócrita ou demagógico, vamos tratar de depurá-lo, eliminando o viés político, com o objetivo primordial de isenção.

No intuito de entender um pouco mais as razões do acontecido, surpreende a abundância do inexplicável, pois quase nada se encaixa quando se evocam as causas da catástrofe climática. E que foram, segundo os entendidos, terrivelmente negligenciadas, apesar de facilmente identificados pelos profetas do acontecido como fatores predisponentes. 

Claro que ninguém se deu ao trabalho de explicar por que um fenômeno idêntico ocorreu em 1941, quando nenhum dos tais agentes causais estava presente e a natureza ainda não tinha os ranços atuais de vingança. Naquele tempo em que a gente, com a inocência desprotegida, até considerava o ruído da chuva como um doce entorpecente dos céus.

A esperança fantasiada

Treinado a cuidar de pessoas que sofrem, me limito a tentar entender de onde elas tiram tanta submissão. Persistem batalhando pela sobrevivência, mesmo depois de ter perdido a casa em setembro do ano passado, buscado força para reconstruir e mobiliar, e neste maio que não precisava ter existido ver outra vez tudo ser arrastado pela correnteza, levando de roldão tudo o que tinha comprado em prestações que terão que ser pagas duas vezes para continuar não tendo um cantinho para onde voltar. 

E ainda encontram motivação para acordar pela manhã na casa emprestada do familiar e sair para o trabalho, com a esperança, fantasiada de certeza, de que as coisas finalmente irão melhorar. _

J.J. CAMARGO

29 DE JUNHO DE 2024
DRAUZIO VARELLA

Embora ignorante em assuntos da economia, sei que equilibrar as contas do governo é muito importante. O problema é que reduzir o orçamento do Ministério da Saúde sem definir as áreas que vão sofrer cortes é irresponsabilidade.

Os sanitaristas e todos os que se interessam por saúde pública são unânimes em reconhecer que o SUS padece de subfinanciamento crônico. Investimos em saúde 9,8% do PIB, número compatível com aqueles dos países da OCDE. No caso deles, no entanto, o sistema público recebe 70% a 80% do investimento total, enquanto aqui a parcela é de apenas 40%. Os 60% restantes ficam por conta das famílias: pagamento de convênio, consultas particulares e medicamentos, entre outros. Quer dizer, os 150 milhões de brasileiros mais pobres que dependem exclusivamente do SUS têm acesso a menos da metade dos recursos. Nesse quesito, perdemos também para o Chile e a Colômbia.

Para cada U$ 1 investido pelo governo, as famílias brasileiras desembolsam U$ 1,13. Em Portugal a relação é de 1 para 0,58, no Reino Unido, 1 para 0,20.

Embora haja espaço para melhorar a gestão, combater o desperdício e a corrupção, é claro que o SUS não conseguirá lidar com novas perdas orçamentárias sem interromper serviços que presta aos mais desfavorecidos. Por essa razão, os digníssimos representantes do povo na Câmara e no Senado que propõem reduzir o orçamento do Ministério da Saúde têm o dever moral de assumir a responsabilidade de declarar quais serviços o SUS será obrigado a cortar. Suponho que os senhores conheçam os principais programas do nosso sistema de saúde.

Temos o maior programa público de imunizações do mundo, o PNI. Qual das vacinas devemos suspender: sarampo, difteria, tétano, covid, poliomielite?

A incorporação ao PNI das vacinas contra o vírus sincicial respiratório que tantas internações e mortes provoca em crianças e adultos, a vacina trivalente contra influenza, contra o vírus Chikungunya e o meningococo tipo B vai nos custar cerca de R$ 3 bilhões.

Podemos economizar esse dinheiro, claro, mas quanto gastaremos com as internações hospitalares para tratamento das complicações pulmonares do sarampo, da gripe, do vírus sincicial e com as afecções reumatológicas provocadas pelo vírus Chikungunya? Quanto sofrerão os que caírem doentes por falta de vacina? Esquecemos das mortes que ocorreram antes da vacinação contra a covid?

Vamos reduzir o número de médicos, enfermeiras e de agentes comunitários que batem de porta em porta para levar cuidados de saúde a cerca de 160 milhões de brasileiros? Reconhecido pela OMS, como um dos maiores programas de saúde pública do mundo, o Estratégia de Saúde da Família nos custa R$ 20,6 bilhões por ano. Economizar essa quantia não será um tiro no pé? Quanto custarão as internações por problemas que poderiam ser resolvidos pela atenção primária, a baixo custo?

Onde mais poderíamos economizar? No programa de distribuição de medicamentos contra o HIV, que revolucionou o combate à epidemia no Brasil? Nas equipes do Resgate, que prestam atendimento às emergências nas cidades brasileiras? Suspender o Programa Brasil Sorridente, que acaba de ser retomado a um custo anual de R$ 10,7 bilhões? 

Vamos preservar dentes íntegros só na boca dos que têm dinheiro para ir ao dentista? Dar fim ao Farmácia Popular e deixar pessoas com diabetes e pressão alta correr risco de ataque cardíaco, AVC, insuficiência renal e cegueira? Acabar com o Mais Médicos e abandonar à própria sorte milhões de brasileiros dos rincões mais distantes?

Por acaso, os senhores que pretendem cortar recursos do Ministério da Saúde lembram que o SUS é o maior programa de distribuição de renda do país, diante do qual o Bolsa Família não passa de uma pequena ajuda?

Diminuir os recursos do sistema único significa aumentar a concentração de renda que envergonha todos nós. Como disse Eugenio Vilaça Mendes, um dos sanitaristas que mais conhece o SUS: "A sociedade ainda não fez a opção definitiva sobre o nosso modelo de assistência à saúde. Dessa opção depende estabelecer o quanto estamos dispostos a pagar por ele". _

DRAUZIO VARELLA

terça-feira, 21 de maio de 2024


Como Ter Saúde Emocional: 

8 Conceitos Fundamentais para Ser Emocionalmente Blindado

Categoria: Saúde e Bem-Estar

Você já parou para refletir sobre a sua saúde emocional e o impacto significativo que ela tem na sua qualidade de vida?

Muito além da saúde física, o nosso bem-estar emocional desempenha um papel crucial em como vivemos, trabalhamos e interagimos com os outros.

Como, então, podemos alcançar e manter a saúde emocional, navegando por entre os altos e baixos do cotidiano?

Este artigo é dedicado a desvendar esse tema intrigante e essencial.

Aqui, discutiremos estratégias eficazes, hábitos saudáveis e ferramentas para ajudá-lo a cultivar e aprimorar a sua saúde emocional.

Mas o que exatamente define a saúde emocional? Como distinguir o estado de equilíbrio emocional de simples momentos de felicidade passageira?

E, o mais importante, quais passos práticos podemos tomar para melhorar a nossa saúde emocional, não só para sobreviver, mas prosperar em um mundo repleto de desafios e mudanças constantes?

De fato, como ter saúde emocional?

Convidamos você a continuar a leitura, aprofundar o seu conhecimento e descobrir o caminho para uma vida mais equilibrada e emocionalmente saudável.

Vamos desvendar juntos como nutrir o seu eu interior e construir uma fortaleza de bem-estar emocional.

O que você descobrirá poderá mudar a maneira como você percebe a si mesmo e o mundo ao seu redor.

Como Ter Saúde Emocional

1. Definição de Saúde Emocional e Sua Importância

2. Reconhecimento e Compreensão Das Emoções

3. Gerenciamento de Estresse e Resiliência Emocional

4. Cultivo de Relacionamentos Saudáveis

5. Autocuidado e Autorreflexão

6. Equilíbrio Entre Vida Pessoal e Profissional

7. Importância da Busca Por Ajuda Profissional

8. Práticas Contínuas Para a Saúde Emocional


1. Definição de Saúde Emocional e Sua Importância

A saúde emocional refere-se ao estado de equilíbrio e bem-estar de uma pessoa em relação às suas emoções, pensamentos e comportamentos.

É a capacidade de reconhecer, compreender e gerenciar as emoções de forma saudável e construtiva.

Envolve também a habilidade de estabelecer relacionamentos saudáveis, lidar com o estresse e cultivar um senso de autoestima e resiliência.

A saúde emocional é fundamental para o bem-estar geral de uma pessoa.

Quando estamos emocionalmente saudáveis, somos capazes de lidar com os desafios da vida de maneira eficaz, mantendo relacionamentos significativos e construtivos e encontrando um senso de propósito e significado.

Além disso, a saúde emocional influencia diretamente nossa saúde física, cognitiva e comportamental.

A importância da saúde emocional pode ser vista em diferentes áreas da vida:

Relacionamentos: ter saúde emocional nos permite estabelecer e manter relacionamentos saudáveis. Quando estamos emocionalmente equilibrados, somos capazes de comunicar nossas necessidades e emoções de forma clara, empática e respeitosa, fortalecendo os vínculos com os outros.

Trabalho e produtividade: a saúde emocional desempenha um papel crucial no local de trabalho. Estar emocionalmente equilibrado nos permite lidar com o estresse, tomar decisões eficazes, manter a motivação e o foco, além de promover a criatividade e a resolução de problemas.

Autocuidado e qualidade de vida: a saúde emocional está intrinsecamente ligada ao autocuidado e à qualidade de vida. Ao cuidar das nossas emoções, somos capazes de gerenciar o estresse de forma saudável, desenvolver resiliência, encontrar prazer nas atividades cotidianas e estabelecer limites saudáveis, garantindo assim um equilíbrio entre as diferentes áreas da vida.

Além disso, a saúde emocional desempenha um papel fundamental na prevenção de problemas de saúde mental, como a ansiedade e a depressão.

Ao reconhecer e abordar precocemente as questões emocionais, podemos diminuir o risco de desenvolver condições mais graves e melhorar a qualidade de vida de forma significativa.

Em suma, a saúde emocional é essencial para viver uma vida plena e satisfatória.

Ao investir em nosso bem-estar emocional, podemos desfrutar de relacionamentos mais gratificantes, maior produtividade, uma maior sensação de propósito e uma maior capacidade de enfrentar os desafios da vida.


2. Reconhecimento e Compreensão Das Emoções

O reconhecimento e a compreensão das emoções são aspectos fundamentais para a saúde emocional.

A consciência emocional nos permite identificar, nomear e compreender nossos sentimentos, bem como reconhecer os padrões emocionais que influenciam nossas respostas e comportamentos.

Isso nos capacita a lidar de forma saudável e construtiva com nossas emoções, promovendo um maior bem-estar emocional.

Existem várias razões pelas quais o reconhecimento e a compreensão das emoções são importantes:

Autoconhecimento: o reconhecimento das emoções nos ajuda a conhecer a nós mesmos de maneira mais profunda. Isso nos permite compreender nossas necessidades, desejos, valores e limites emocionais. Ao explorar e compreender nossas emoções, podemos identificar os gatilhos emocionais e os padrões recorrentes que afetam nosso estado emocional.

Regulação emocional: quando compreendemos nossas emoções, temos a capacidade de regular e gerenciar nossas respostas emocionais. Isso significa que podemos desenvolver estratégias eficazes para lidar com o estresse, a ansiedade, a tristeza ou a raiva de maneira saudável. A regulação emocional nos permite responder aos desafios da vida de forma mais adaptativa e evitar comportamentos impulsivos ou prejudiciais.

Melhores relacionamentos: o reconhecimento e a compreensão das emoções também nos permitem ter relacionamentos mais saudáveis. Quando somos conscientes de nossas próprias emoções, somos capazes de expressá-las de forma clara e assertiva, promovendo uma comunicação mais autêntica e empática. Além disso, a compreensão emocional nos ajuda a reconhecer e validar as emoções dos outros, fortalecendo os vínculos e a qualidade dos relacionamentos interpessoais.

Identificação de padrões emocionais: ao desenvolver a consciência emocional, podemos identificar padrões emocionais recorrentes em nossa vida. Por exemplo, podemos descobrir que sempre nos sentimos ansiosos antes de uma apresentação importante ou que tendemos a reagir com raiva em situações específicas. Ao reconhecer esses padrões, podemos tomar medidas proativas para lidar com eles de maneira mais eficaz, interrompendo ciclos negativos e buscando estratégias mais saudáveis.

Para desenvolver a consciência emocional, é útil praticar a atenção plena e a autorreflexão.

A atenção plena nos ajuda a estar presentes no momento presente, a observar nossas emoções sem julgamento e a aceitá-las como parte de nossa experiência.

A autorreflexão envolve dedicar um tempo para explorar nossos sentimentos, fazer perguntas sobre o que estamos experimentando e buscar compreensão.

Ao cultivar o reconhecimento e a compreensão das emoções, somos capazes de desenvolver uma maior inteligência emocional.

Isso nos permite navegar de forma mais saudável pelas situações desafiadoras, tomar decisões mais conscientes e viver uma vida emocionalmente mais rica e gratificante.


3. Gerenciamento de Estresse e Resiliência Emocional

O gerenciamento de estresse e o fortalecimento da resiliência emocional são aspectos essenciais para manter a saúde emocional.

O estresse é uma resposta natural do organismo a situações desafiadoras, mas quando não é adequadamente gerenciado, pode afetar negativamente nossa saúde mental e emocional.

A resiliência emocional, por sua vez, é a capacidade de se adaptar e se recuperar diante de adversidades, mantendo um estado emocional equilibrado.

Existem várias estratégias eficazes para gerenciar o estresse e fortalecer a resiliência emocional:

Prática da atenção plena: a atenção plena, ou mindfulness, é uma técnica que envolve estar presente no momento presente de forma intencional e sem julgamentos. Essa prática ajuda a reduzir o estresse, promover o relaxamento e aumentar a consciência das emoções. Ao cultivar a atenção plena, somos capazes de observar nossos pensamentos e sentimentos sem nos deixarmos levar por eles, permitindo uma resposta mais consciente e equilibrada diante das situações estressantes.

Exercícios de respiração: a respiração consciente é uma estratégia simples e eficaz para acalmar a mente e relaxar o corpo. Praticar exercícios de respiração profunda e lenta ajuda a reduzir o estresse, melhorar a clareza mental e equilibrar as emoções. Dedicar alguns minutos por dia para focar na respiração pode ser um poderoso recurso para enfrentar os desafios diários com maior serenidade.

Atividade física regular: a prática regular de exercícios físicos tem benefícios comprovados para a saúde emocional. A atividade física ajuda a liberar endorfinas, neurotransmissores associados ao bem-estar e à redução do estresse. Além disso, o exercício regular promove a melhora do humor, aumenta a energia e contribui para a saúde geral do corpo, o que fortalece a resiliência emocional.

Desenvolvimento de habilidades de enfrentamento: aprender habilidades de enfrentamento, como resolução de problemas, assertividade e pensamento positivo, é fundamental para lidar com o estresse de forma saudável. Ao desenvolver habilidades eficazes de enfrentamento, somos capazes de identificar soluções para os problemas, comunicar nossas necessidades de maneira assertiva e cultivar uma perspectiva mais otimista e construtiva diante dos desafios.

Cuidado com o autocuidado: o autocuidado é essencial para fortalecer a resiliência emocional. Isso envolve dedicar tempo para atividades prazerosas, como hobbies, descanso adequado, alimentação balanceada e sono de qualidade. Priorizar o autocuidado ajuda a recarregar as energias, reduzir o estresse e fortalecer a capacidade de lidar com as adversidades emocionais.

É importante ressaltar que cada pessoa pode encontrar estratégias que melhor se adéquem às suas necessidades individuais.

O que funciona para uma pessoa pode não funcionar para outra.

Portanto, é recomendável explorar diferentes técnicas e encontrar aquelas que sejam mais eficazes e significativas para você.

Ao implementar essas estratégias em sua rotina diária, você estará fortalecendo seu gerenciamento de estresse e desenvolvendo resiliência emocional, o que lhe permitirá enfrentar os desafios com maior equilíbrio emocional e alcançar um bem-estar duradouro.


4. Cultivo de Relacionamentos Saudáveis

Os relacionamentos interpessoais desempenham um papel fundamental na nossa saúde emocional. Ter relacionamentos saudáveis e significativos contribui para o nosso bem-estar geral e fortalece a nossa resiliência emocional.

Construir e manter relacionamentos saudáveis envolve práticas fundamentais, tais como comunicação aberta, empatia, apoio mútuo e estabelecimento de limites saudáveis:

Comunicação aberta: a comunicação aberta e honesta é a base de qualquer relacionamento saudável. É importante expressar nossos sentimentos, pensamentos e necessidades de forma clara e respeitosa. Isso envolve ouvir ativamente o outro, praticar a escuta empática e evitar a comunicação agressiva ou passiva. A comunicação aberta permite a construção de confiança, resolução de conflitos e fortalecimento dos laços emocionais.

Empatia: a empatia é a capacidade de se colocar no lugar do outro e compreender seus sentimentos e perspectivas. Cultivar a empatia nos relacionamentos ajuda a fortalecer a conexão emocional e promove um ambiente de compreensão e apoio. Ao demonstrar empatia, somos capazes de validar os sentimentos do outro, oferecer suporte emocional e promover uma maior harmonia nos relacionamentos.

Apoio mútuo: o apoio mútuo é essencial para construir relacionamentos saudáveis. É importante estarmos presentes e disponíveis para os outros em momentos de dificuldades e alegrias. Oferecer suporte emocional, encorajamento e apoio prático aos entes queridos ajuda a fortalecer a conexão e a confiança mútua. Ao mesmo tempo, é importante buscar apoio dos outros quando precisamos, criando um ambiente de reciprocidade e cuidado.

Estabelecimento de limites saudáveis: estabelecer limites saudáveis é essencial para manter relacionamentos equilibrados e respeitosos. Isso envolve identificar e comunicar nossos limites pessoais, definindo o que é aceitável e o que não é em termos de comportamento, tempo e energia. Ao estabelecer limites saudáveis, nos protegemos de situações prejudiciais, garantimos nosso bem-estar emocional e promovemos relações mais saudáveis e respeitosas.

Além disso, é importante lembrar que nem todos os relacionamentos são saudáveis ou benéficos para nossa saúde emocional.

É fundamental saber reconhecer relacionamentos tóxicos, que nos causam estresse, ansiedade e comprometem nosso bem-estar.

Em alguns casos, pode ser necessário estabelecer limites mais firmes ou até mesmo afastar-se de relacionamentos prejudiciais em busca de uma saúde emocional mais equilibrada.

Cultivar relacionamentos saudáveis requer esforço, dedicação e comprometimento de ambas as partes envolvidas.

Ao investir tempo e energia em relacionamentos que nos apoiam, nos nutrem e nos fortalecem emocionalmente, estamos construindo uma rede de suporte que contribui diretamente para a nossa saúde emocional e bem-estar geral.


5. Autocuidado e Autorreflexão

O autocuidado e a autorreflexão desempenham um papel vital na promoção da saúde emocional.

São práticas que nos permitem nutrir nosso bem-estar emocional, desenvolver autoconsciência e garantir um equilíbrio saudável em nossas vidas.

Ao dedicar tempo e atenção a nós mesmos, podemos fortalecer nossa resiliência emocional e promover uma maior satisfação e qualidade de vida.

Aqui estão algumas práticas de autocuidado que podem ser benéficas:

Busca de hobbies e atividades prazerosas: envolver-se em atividades que nos trazem alegria e satisfação é uma forma poderosa de autocuidado. A busca de hobbies e interesses pessoais nos permite desconectar do estresse diário e cultivar momentos de prazer e relaxamento. Essas atividades podem incluir leitura, jardinagem, cozinhar, praticar esportes, pintar ou tocar um instrumento musical. Ao dedicar tempo para fazer o que amamos, nutrimos nossa alma e restauramos nossa energia emocional.

Tempo para si mesmo: reserve momentos regulares para ter tempo a sós consigo mesmo. Isso pode envolver simplesmente relaxar, meditar, praticar a atenção plena ou simplesmente desfrutar de momentos de silêncio e tranquilidade. O tempo para si mesmo permite que você se reconecte consigo mesmo, refletindo sobre suas emoções, necessidades e desejos. É uma oportunidade de se recarregar emocionalmente e nutrir seu eu interior.

Estabelecimento de limites saudáveis: definir limites pessoais é uma forma essencial de autocuidado. Isso envolve identificar suas necessidades e comunicá-las de forma clara e assertiva aos outros. Estabelecer limites saudáveis significa dizer “não” quando necessário, definir o tempo e a energia que você está disposto a investir em determinadas situações e relacionamentos, e estabelecer limites em relação à tecnologia, trabalho e outras demandas externas. Ao estabelecer limites, você protege sua saúde emocional e promove o equilíbrio em sua vida.

Expressão criativa: a expressão criativa é uma poderosa forma de autocuidado e autorreflexão. Isso pode incluir escrever em um diário, pintar, desenhar, dançar, cantar ou qualquer outra forma de expressão artística que você se sinta atraído. Através da expressão criativa, você tem a oportunidade de processar suas emoções, explorar seus pensamentos e expressar-se de forma autêntica. Essas práticas podem ajudar a liberar tensões emocionais, promover a clareza mental e fortalecer a conexão com sua essência.

Busca de ajuda profissional, quando necessário: é importante lembrar que buscar ajuda profissional não é um sinal de fraqueza, mas sim um ato de autocuidado. Se você está enfrentando desafios emocionais significativos, como ansiedade, depressão ou estresse crônico, considerar a busca de apoio de um terapeuta ou profissional de saúde mental pode ser extremamente benéfico. Eles podem fornecer orientação, suporte e estratégias específicas para lidar com suas questões emocionais de forma eficaz.

Ao incorporar essas práticas de autocuidado em sua rotina, você estará priorizando sua saúde emocional e bem-estar.

Lembre-se de que o autocuidado é um processo contínuo e individual, e cada pessoa pode encontrar suas próprias formas de cuidar de si mesma.

Ao se dedicar ao autocuidado e à autorreflexão, você estará investindo em seu próprio crescimento emocional e criando uma base sólida para sua saúde emocional a longo prazo.