quinta-feira, 1 de agosto de 2019


Guia de impermeabilização residencial



Uma dúvida muito frequente de quem está construindo, especialmente quem o faz pela primeira vez, é sobre os cuidados que devem ser tomados com a impermeabilização residencial.
Qual parte deve ser impermeabilizada? Qual tipo de produto utilizar? O que acontece se eu não impermeabilizar corretamente?
Essas e muitas outras são questionamentos muito pertinentes e importantes, especialmente porque a impermeabilização bem feita é o grande diferencial de uma edificação sólida, resistente e com uma longa vida útil de uma casa com problemas de infiltração e presença de umidade logo no início.

Qual é a importância da impermeabilização residencial?

impermeabilização residencial

Por que é necessário fazer impermeabilização na casa?
Antes de saber o que deve ser feito, e mesmo qual sistema escolher, a pergunta mais importante é justamente a do porquê.
Afinal de contas, quando há um entendimento que não existe necessidade de impermeabilização e que esta é uma etapa pouco importante, ela acaba sendo encarada como “opcional”.
De fato, a impermeabilização não deve nunca, sob nenhuma hipótese, ser encarada com serviço opcional ou pouco relevante.
Independentemente do tipo de material escolhido (concreto armado, metálica, madeira, etc) a presença de umidade é um fator determinante para presença de patologias nas estruturas, e deve ser evitada continuamente.
Os problemas decorrentes de falhas de impermeabilização vão desde o desconforto estético até o risco de colapso estrutural.
Nas residências feitas no Brasil prevalece, em sua maioria, o uso do concreto armado como estrutura.
O concreto usado nas estruturas e a argamassa utilizada como revestimento, apesar de garantirem estanqueidade, não são classificados como materiais impermeáveis.
Isso significa que que a água percola por entre os interstícios do material, eventualmente gerando toda sorte de patologias decorrentes da presença de umidade e da infiltração.
Sendo assim, a impermeabilização residencial é uma etapa importante e fundamental, sendo responsável pela proteção dos elementos estruturais quanto à patologias sérias que podem comprometer a solidez da edificação e também evitar dores de cabeça com a presença de fungos, mofo, matéria orgânica, descascamento de pintura e demais danos à estética da construção.

Locais importantes para se impermeabilizar em uma residência

1. Fundações

impermeabilização residencial em fundações

Os elementos de fundação são aqueles que têm a função estrutural de transferir todos os esforços solicitantes da edificação para o solo.
Existem diferentes tipos de fundação, e para ambientes residenciais de até dois pavimentos as escolhas mais comuns dos projetistas são as sapatas, baldrames e radier.
Logicamente, dependendo do solo no local, há casos em que pode ser necessário a utilização de estacas e blocos.
Independentemente do tipo de fundação, é preciso ter em mente que se trata de um elemento estrutural de concreto em contato direto com o solo, e, consequentemente, com a água.
Portanto, todo elemento de fundação deve contar com medidas que anulem ou mitiguem ao máximo os efeitos da presença da umidade.
Por se tratar de um elemento enterrado, que não está em contato direto com o ambiente externo, a escolha para impermeabilização pode ser por sistemas rígidos.
A escolha de sistemas flexíveis fica a critério do projetista, em regiões que podem estar sujeitas a movimentações.
Além da aplicação dos sistemas de impermeabilização também é comum adotar barreiras físicas para conter o avanço da umidade ascendente, como lonas plásticas e camadas de pedra britada.
Sistemas de impermeabilização mais utilizados: emulsão asfáltica(também conhecido popularmente como pintura asfáltica, piche, manta asfáltica líquida), manta asfáltica tradicional, argamassa polimérica, aditivos impermeabilizantes
Patologias que podem surgir: a falha mais comum resultante de problemas de impermeabilização em fundações é a presença de umidade ascendente nas paredes e muros, até em média 50 cm de altura do piso. Isso ocorre devido a ação da capilaridade da água, que percola de maneira ascendente deixando manchas, presença de mofo, fungos, matéria orgânica e descascamento de pintura e reboco.

impermeabilização residencial em fundações

2. Lajes de Cobertura

impermeabilização residencial em lajes de cobertura

As lajes também podem ser a opção de cobertura ao invés de telhados convencionais, especialmente quando se deseja incorporar um terraço, área de playground, varandas, espaços gourmet.
Ainda dentro do conceito, também é possível incluir elementos semelhantes como as sacadas e marquises, que também são tipos de lajes expostas às intempéries.
Diferentemente dos elementos de fundação, as lajes de cobertura estão expostos à ambientes externos, e, consequentemente à movimentação térmica.
Por essa razão é necessário optar pelos sistemas flexíveis de impermeabilização, pois estes são capazes de acompanhar os movimentos da estrutura sem que haja falha na impermeabilização.
Sistemas de impermeabilização mais utilizados: manta asfáltica(especialmente durante a fase de construção), emulsão acrílica (também conhecidos popularmente como manta líquida), Solução 100% siliconePoliéster flexível de alto desempenho
Patologias que podem surgir: A falha na impermeabilização de lajesprovoca a presença de umidade na parte inferior, gerando desconfortos visuais nos forros, pintura, presença de mofo e bolor. Além disso, patologias de concreto como lixiviação, eflorescências, carbonatação e corrosão de armaduras também pode ocorrer devido à presença de umidade.

impermeabilização residencial em lajes de cobertura

3. Piscinas e reservatórios

impermeabilização residencial em piscinas e reservatórios

Não é surpresa que elementos estruturais com a função de reservar água precisam de impermeabilização.
Os reservatórios como caixas d’águacisternas e também fossas sépticas devem receber sistemas de impermeabilização específicos, tanto para preservar a qualidade da água quanto para evitar a contaminação do solo.
Não é incomum que algumas pessoas pensem que a impermeabilização de uma piscinaé garantida apenas com a colocação de azulejos, pastilhas e demais revestimentos cerâmicos.
É preciso ter em mente que cerâmica não é sistema de impermeabilização. Apesar de garantir uma certa estanqueidade e um elevado índice de impermeabilidade, este material não tem as características de um sistema específico de impermeabilização.
No caso de piscinas e reservatórios enterrados, também é necessário lembrar que existem dois tipos de pressão de água: a que é exercida pela água reservada, de dentro para fora em direção às paredes, e também a pressão da água do solo, de fora para dentro.
Sistemas de impermeabilização mais utilizados: manta asfáltica(especialmente durante a fase de construção), Poliéster flexível de alto desempenho (especialmente em reformas)
Patologias que podem surgir: perda de seção na estrutura, exposição e corrosão de armaduras, desplacamentos, perda excessiva de água, recalques excessivos e demais patologias relacionadas à percolação de água nas fissuras

impermeabilização residencial em piscinas e reservatórios

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quarta-feira, 3 de julho de 2019

Dicas de segurança eletrônica para sua casa

Redação Intelbras

05 de Janeiro 2016 às 12:01
Segurança
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Quer proteger a sua casa ou empresa com equipamentos eletrônicos de segurança, mas não sabe exatamente quais soluções são recomendadas e atendem o perfil do local? Conheça mais sobre o assunto e veja dicas que contribuem com a eficiência de um projeto de segurança eletrônica.
O mercado de segurança eletrônica no Brasil cresce e se inova num ritmo acelerado. O setor de monitoramento eletrônico disponibiliza, a cada ano, novos serviços e recursos para melhor atender os que decidem por reforçar a segurança da sua residência, comércio ou empresa com ajuda da tecnologia. Ao optar por investir em um projeto de segurança eletrônica, deve-se, primeiramente, observar quais as reais necessidades e características de cada local e, deste modo, escolher as melhores soluções que ofereçam segurança de um modo prático e eficaz.
Segurança eletrônica – Como iniciar o seu projeto
Para dar início a instalação de um sistema de segurança eletrônica, a primeira medida a ser tomada é a contratação de um técnico ou empresa especializados no setor. As pessoas capacitadas em monitoramento eletrônico podem determinar quais equipamentos são os mais indicados de acordo com as características e necessidades de um imóvel, seja ele uma residência, empresa ou local público. Pesquise opções de prestadores deste serviço e busque referências de empresas para garantir que seu projeto seja feito adequadamente. Considere, ainda, que você irá necessitar de um plano de manutenção para, eventualmente, dar suporte ao seu sistema. Outra opção, é adquirir um sistema de monitoramento Plug & Play, que é mais simples, mas pode ser o ponta pé inicial para a segurança da sua residência ou escritório.
Equipamentos de segurança eletrônica para sua residência
São muitas as soluções existentes em equipamentos de segurança eletrônica para o segmento residencial. O que determina quais devem ser utilizadas é o tamanho do projeto e quais necessidades devem ser atendidas. Conheça, a seguir, alguns dos principais sistemas utilizados para reforçar a segurança da sua casa:
  • Porteiro eletrônico e videoporteiro
  • Centrais de alarmes monitoradas
  • Cercas elétricas
  • Câmeras CFTV
  • Fechadura digitail
Porteiro Eletrônico
O porteiro eletrônico, conhecido também como interfone, é um recurso bastante utilizado em casas e condomínios. Ele permite que os moradores se comuniquem, e, no caso de porteiros eletrônicos com vídeo, visualizem quem está do lado de fora. É uma ótima solução para identificar quem vai entrar em sua casa antes de abrir a fechadura. Conheça aqui.
Centrais de alarmes monitoradas
Ao optar pela instalação de centrais de alarmes, é recomendado contratar o suporte de um serviço de monitoramento 24h. As centrais de alarmes possuem como principal função monitorar os sensores instalados em seu sistema. Desta maneira, caso seja detectado algum evento suspeito, além do aviso sonoro inibidor que o alarme emite, um sinal é enviado a uma central de segurança que dará retorno imediato ao chamado. Existem variados tipos de sensores, como os magnéticos, comumente instalados em portas e janelas que, ao serem violados, emitem sinais para a central. Outro tipo conhecido é o sensor de presença, capaz de detectar a presença de um corpo humano, evitando alarmes falsos, através de tecnologias como infravermelho, micro-ondas e imunidade PET.
A eficiência na utilização de uma central de alarme para sua residência está diretamente ligada à qualidade do suporte de monitoramento que é prestado.
Cercas elétricas
Centrais de cercas elétricas são soluções que podem ser muito efetivas e possuem um custo acessível. Através da emissão de pulsos elétricos, elas protegem o perímetro com choques e comunicam a tentativa de acesso ou violação a uma central.  A escolha do equipamento a ser utilizado é influenciada pelo perímetro do local que será monitorado. Existem soluções com características variadas: possibilidade de ligação com sensores de abertura e infravermelho, saída para monitoramento, habilitação do choque através de controle remoto, e outras, que se adaptam a projetos de pequeno, médio e grande porte. Importante ressaltar que os equipamentos devem seguir as normas de fabricação e instalação da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e as cercas devem ser identificadas. Saiba mais sobre as cercas elétricas da Intelbras.
Câmeras CFTV
Câmeras de monitoramento são amplamente utilizadas em sistemas de segurança e monitoramento em residências, empresas e locais públicos. A alta definição das imagens das câmeras disponíveis atualmente permitem a identificação de pessoas e total controle sobre o local monitorado. Existem soluções em tecnologia IP e HDCVI que se adaptam a projetos de custo, estrutura e tamanhos variados, além de gravadores digitais e softwares e aplicativos que complementam o sistema. Além disso, também existem os modelos compactos, Plug & Play, para quem está começando a pensar na segurança do seu patrimônio: são os kits ou sistemas de monitoramento mais básicos. Conheça os diversos tipos de câmeras que a Intelbras oferece e saiba mais sobre CFTV.
Fechadura Digital
Fechaduras digitais para portas e portões proporcionam ou impedem acesso a locais e ambientes através de senha numérica ou cartão de proximidade RFID. É um recurso interessante que vem ganhando espaço em projetos de monitoramento e segurança devido à alta confiabilidade que oferece. Possui, ainda, a função Não Perturbe, que desabilita a abertura da fechadura pelo lado de fora por tempo determinado, alarme antiarrombamento, entre outras.

Principais conflitos em condomínios: quais são os 5 “Cs”

Intelbras

26 de Março 2019 às 08:03

conflitos em condominios - 5 c
Os principais conflitos em condomínios podem ser resumidos em cinco palavras que coincidentemente começam com a letra C. Síndicos e especialistas em direito imobiliário constatam que cano, cachorro, criança, carro e calote representam grande parte das multas geradas para os condôminos. Vamos ver em detalhes quais são esses “Cs”.

Cano

Vazamentos são motivos de grande dor de cabeça para o síndico. Em edifícios mais antigos, o encanamento apresenta falhas que demoram a ser percebidas. Para não ter esse tipo de problema, o síndico deve ficar atento aos prazos de manutenção preventiva e evitar gastos extraordinários para o condomínio. Mas a responsabilidade do administrador de atuar na prevenção e reparação de encanamentos se restringe às áreas comuns do prédio. Quando o vazamento está restrito ao apartamento, então é dever do condômino providenciar o conserto.
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Cachorro

A presença de animais domésticos no condomínio, de forma geral, costuma render polêmicas e os cães são campeões. As maiores reclamações dos condôminos são referentes ao barulho de latidos, à sujeira e ao risco à segurança, no caso de animais mais agressivos. Como nem sempre é possível contar com o bom senso dos moradores, uma saída para o síndico é garantir que o regulamento interno seja bem detalhista sobre esse tópico. Alguns exemplos de critérios que devem ser estabelecidos são: regras para uso do elevador, entrada na garagem, circulação de áreas comuns e se devem usar focinheira e em que situações. A instalação de câmeras de segurança em áreas comuns pode ajudar a identificar os moradores que não estejam seguindo as regras com os seus animais. Caso o condômino responsável pelo animal não siga as regras ou não tome providências, ele sofrerá as penalidades previstas. Numa situação extrema, o cão pode ser expulso do prédio.
conflitos em condominios - cao

Criança

Tocar campainha em todos os apartamentos, correria pelas escadarias, elevadores que param em todos os andares, skates e bicicletas em áreas inadequadas. Quem nunca presenciou traquinagens das crianças? A instalação de câmeras de monitoramento nas áreas comuns do condomínio ajuda a garantir que essas situações não aconteçam. Outra vantagem é contribuir na identificação dos autores das travessuras. Os pais ou responsáveis devem ser comunicados e notificados. As crianças precisam de espaço para gastar energia. Uma sugestão é criar espaços de lazer infantil no condomínio, mesmo que sejam salas adaptadas. Brinquedotecas ou sala de jogos são simples de implantar. Outra dica é criar a figura do síndico mirim, o que traz um senso de responsabilidade e cooperação aos pequenos.
conflitos em condominios - crianca

Carro

mercado de veículos SUV tem crescido no Brasil. Mas o tamanho das garagens dos edifícios não acompanhou a área maior que esses veículos ocupam. Arranhões na lataria e dificuldades de estacionar na vaga correta estão crescendo na mesma proporção do aumento das vendas desses utilitários-esportivos. Sobra para o síndico arbitrar esses e outros conflitos em condomínios relacionados aos carros. Entre as opções de solução, podemos citar a contratação de manobristas, terceirização do estacionamento ou redesenho das vagas na garagem. A instalação de câmeras de monitoramento nesse ambiente também ajuda a identificar autores de danos aos veículos, registram atitudes antissociais de condôminos e reforçam a segurança contra roubos e furtos.
conflitos em condominios - camera

Calote

É considerado inadimplente o condômino que deixou de pagar sua taxa condominial no primeiro dia após o vencimento do boleto. Mas é praxe que os síndicos considerem atraso somente após o segundo mês de falta de pagamento. De qualquer forma, o calote é um problema que impacta todos os demais condôminos, pois afeta o caixa do condomínio e é uma situação difícil de lidar. O inadimplente pode estar passando por uma dificuldade momentânea, como perda do emprego. O Código Civil determina multa de 2% e juros de até 1% ao mês para os valores atrasados. O percentual mensal pode variar conforme definição da convenção condominial. Com a atualização do Código de Processo Civil, em 2016, as regras para cobrança ficaram mais duras, o que facilitou a vida do síndico e reduziu a inadimplência.
conflitos em condominios

Conflitos em condomínios: quando e como multar?

Como administrador do edifício, o síndico é a figura responsável por mediar conflitos em condomíniose buscar soluções que sejam satisfatórias para todas as partes. A legislação prevê instrumentos que apoiam o síndico para resolver essas questões.
A advertência é o primeiro passo para alertar o condômino sobre alguma infração cometida. Caso o morador persista no erro mais de uma vez, então é hora de aplicar a multa.
Os critérios para multas e as formas de cobrança estão definidas na convenção condominial e no regimento interno. Os princípios básicos sobre direitos e deveres dos condôminos estão previstos no Código Civil, mas cabe a cada condomínio detalhar suas próprias regras.
O valor máximo para a cobrança de multa é de 10 vezes a taxa mensal paga pelos condôminos. Isso está previsto na legislação. Mas é importante lembrar que o condômino pode entrar com uma ação judicial e recorrer da decisão da multa, caso discorde de suas razões.

Conclusão

Existem outras situações que também geram conflitos em condomínios e tiram o sono do síndico. São situações como barulhos excessivos, falta de acessibilidade para pessoas com deficiência, consumo de cigarro e substâncias ilícitas, uso do apartamento como escritório (o que aumenta o fluxo de pessoas estranhas ao condomínio), entre outros.
A Intelbras consegue ajudar a identificar e minimizar alguns desses problemas com soluções como câmeras de monitoramento, controle de acesso, sensores, entre outros. Quer saber mais sobre algum desses e outros temas? Comente aqui e sugira um assunto para o blog!

domingo, 30 de junho de 2019

A unidade 401, no quarto andar está a venda em várias imobiliárias, contudo com algumas informações desencontradas e por preços de 550, 549 e 548.

Nenhum colocou que o  próprio apartamento possui churrasqueira, que os medidores de gás e de água são individuais e que na verdade são duas suites, vez que o os dois quartos cada um possui o seu banheiro.

Fotos abaixo - Clique para ampliar:

Fachada do prédio

Living

Cozinha

Quarto Casal

Banheiro casal

 Quarto solteiro - Escritório

Garagem - Box pra dois carros

Living Entrada







quarta-feira, 19 de junho de 2019

Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros - AVCB

Documento em dia é uma tranquilidade para o síndico

Por Mariana Ribeiro Desimone
07/12/10 05:35 - Atualizado há 44 dias143





Documento em dia é uma tranquilidade para o síndico

Nos últimos anos, muitas tragédias tomaram os noticiários não só do país, mas do mundo, como o caso do prédio que caiu no centro de São Paulo e o incêndio no Museu Nacional, no Rio de Janeiro.
Em comum, a falta flagrante de cuidado com a manutenção preventiva dos espaços que poderia ter salvado não apenas as estruturas, mas ter preservado vidas, no caso de São Paulo, ou um acervo incrível, no caso do museu do Rio de Janeiro.
E uma situação dessas não é restrita a edifícios antigos, como museus ou prédios ocupados. Qualquer condomínio está sujeito a ter que lidar com um incêndio. Casos do tipo em edifícios residenciais são mais frequentes do que se imagina.
É por isso que em diversos estados se pede um AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros), ou documento similar. No Rio de Janeiro esse documento é mais conhecido como Certificado de Aprovação do Corpo de Bombeiros.
Essa vistoria por parte do Corpo de Bombeiros prova que o condomínio está em dia com diversas obrigações de segurança. E é com um conjunto de documentos que se começa a caminhar rumo ao AVCB ou Certificado de Aprovação.

Veja abaixo quais itens devem estar em dia para se obter o AVCB


  • ATESTADO DE BRIGADA DE INCÊNDIO: é aquela capacitação que o condomínio deve oferecer periodicamente e que, na prática, infelizmente, não é muito frequentada. (saiba mais sobre brigada de incêndio | veja aqui empresas especializadas)
  • ART DOS PARA-RAIOS: a medição ôhmica do aparelho deve ser feita anualmente por força de lei – é, aliás, um elemento importante para se receber seguro em caso de sinistro. (saiba mais sobre para-raios
  • ART DAS INSTALAÇÕES DE GÁS: para saber se a tubulação não apresenta vazamentos e se está funcionando a contento. (saiba mais sobre instalações de gás)
  • LAUDO ELÉTRICO: documento que atesta boas condições das instalações elétricas do condomínio. (saiba mais sobre instalações elétricas)
  • ATESTADO DOS SISTEMAS DE COMBATE A INCÊNDIO: Itens de segurança como hidrantes, extintores, corrimãos, sinalização de emergência, portas corta-fogo, etc. (saiba mais sobre extintores e acessórios contra incêndio e portas corta-fogo)
  • CMAR (Controle de Materiais de Acabamento e Revestimento): para atestar que carpete, tintas e materiais utilizados no condomínio são anti-fogo
  • ABRANGÊNCIA DO GRUPO-GERADOR (se o condomínio tiver): atestado que comprova que o aparelho do condomínio funciona corretamente. (saiba mais sobre grupos geradores)
  • ATESTADO DA ESCADA PRESSURIZADA (se o condomínio tiver): os condomínios que contam com esse sistema devem ter o mesmo em dia.
Por que o AVCB pode sair caro para o condomínio?

Como se pode ver, a lista acima é longa. E realmente o AVCB fica caro, principalmente para quem nunca teve esse documento em dia desde a construção do condomínio.
Nos empreendimentos onde atuo, providencio os atestados, certidões e ARTs anualmente. Dessa forma, quando chega o momento de renovar o AVCB está tudo certo e não fica caro”, ensina o síndico profissional Nilton Savieto
Veja abaixo as taxas e serviços envolvidos para se obter o AVCB:

  • ATESTADOS: Por lei, a renovação desses atestados deve ser anual. Em São Paulo, cada documento atualizado sai na faixa de R$ 1.000 A R$ 1.500.
  • TAXA DE VISTORIA: Além dos atestados, os condomínios devem arcar com o custo da vistoria do Corpo dos Bombeiros. Cada corporação tem a liberdade de cobrar sua taxa. Em São Paulo, ela se chama FEPOM (Fundo Especial da Polícia Militar) e depende da metragem de cada condomínio. Ela inclui duas visitas, para que o condomínio consiga estar de acordo com as determinações da lei.
  • PRÉ-VISTORIA: Mas antes de chamar o Corpo de Bombeiros, muitos condomínios investem nas empresas que fazem a pré-vistoria no local, apontando as mudanças a serem feitas. O serviço contratado detecta as falhas de segurança contra fogo no condomínio e dá o caminho para regularizar a situação. Além de apontar onde estão os erros, essas empresas também executam as alterações. Vale lembrar que essas prestadoras devem sempre contar com um engenheiro para assinar as ARTs (Anotação de Responsabilidade Técnica).
  • ALTERAÇÕES NECESSÁRIAS: Os custos com as adequações vão depender de cada caso, se haverá mudanças estruturais ou não, reformas, etc.
  • PROJÉTO TÉCNICO: Outro item que pode se tornar caro para o condomínio é a execução de um projeto técnico. Esse documento é geralmente elaborado quando o condomínio é construído, mas se perde ao longo do tempo – principalmente se o local não renovou o seu AVCB por muito tempo. Nele constam informações como os locais onde os equipamentos contra o fogo devem ficar. Uma empresa conceituada, dependendo das alterações a serem feitas, pode cobrar mais de R$ 6 mil apenas para elaboração deste projeto. Geralmente as próprias prestadoras de serviço que fazem a pré-vistoria também elaboram esse tipo de documento.