quinta-feira, 2 de agosto de 2018


Inadimplência em Porto Alegre
segunda-feira, 30 de julho de 2018

Capital registra maior taxa de atraso de pagamento desde 2005. 0 Está com o condomínio atrasado? Saiba o que pode acontecer.

 Mais de 18% de todos os conjuntos na Capital registraram atraso no pagamento em maio

Não há dados anteriores de tantos condomínios enfrentando problema com inadimplência em Porto Alegre. Mais de 18% de todos os conjuntos na Capital registraram atraso no pagamento em maio, conforme pesquisa mais recente do Secovi/Agademi, entidades que representam o mercado imobiliário no Estado. Um ano atrás, esta taxa era de 15,28%. Trata-se do número mais alto já registrado no levantamento, iniciado em 2005. As informações são repassadas por administradoras e contemplam mais de 66 mil unidades na Capital.

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A situação causa transtornos aos demais moradores, que acabam tendo de repartir a cota de quem atrasa. Em um condomínio de 12 apartamentos no bairro Azenha, em Porto Alegre, por exemplo, um dos moradores não arca com suas obrigações condominiais há mais de três anos. 

– A taxa de condomínio subiu 10% para os demais em razão deste inadimplente – explica o síndico profissional Ricardo Ottermann, 38 anos, que administra o prédio.

Outros transtornos vieram a reboque: o Plano de Prevenção e Proteção contra Incêndio (PPCI) está atrasado, em razão de adaptações na estrutura que não puderam ser feitas devido à falta de dinheiro. O condomínio entrou na Justiça para cobrar os valores em atraso, e o caso ainda aguarda desfecho. 

Motivos para o atraso no pagamento
De acordo com a vice-presidente de condomínios do Secovi/Agademi, Simone Camargo, a recente alta da inadimplência está relacionada à crise econômica, que elevou os índices de desemprego, e ate à greve dos caminhoneiros, que paralisou a economia em maio e prejudicou a renda de muitos pequenos empresários. 

– Alguns moradores acabam priorizando outras contas com juros mais altos, como cartão de crédito, e deixam de pagar a taxa condominial, mas isto causa um dano sério nas contas do condomínio – afirma Simone.

O que pode sofrer o inadimplente
A multa por atraso nas taxas da conta do condomínio é de 2%, além de juros de 1% ao mês. Mas este não é o único contratempo do inadimplente: quem deixa de pagar este boleto corre risco de ter o imóvel leiloado por determinação judicial. Em caso de imóvel alugado, mesmo que o condomínio seja responsabilidade do inquilino, quem perde o imóvel é o proprietário. Nesse caso, o inquilino fica sujeito a uma ação de despejo por falta de pagamento e ação de cobrança movida pelo proprietário do imóvel.

A lei ficou mais dura em 2016, quando o novo Código do Processo Civil determinou que o documento de cobrança da taxa condominial tem o mesmo peso de um cheque preenchido e assinado pelo devedor. Isto dá ao credor o direito de pedir, na Justiça, a execução da dívida sem ter que mover um processo de conhecimento. 

– Esta mudança agilizou bastante o processo de cobrança das dívidas, já que no dia seguinte ao vencimento o síndico pode ingressar com pedido de execução – explica Mauren Gonçalves, presidente da Associação dos Síndicos do Rio Grande do Sul (Assosindicos-RS).

Na prática, entretanto, os administradores costumam buscar a negociação amigável com os inadimplentes e aguardar até 90 dias antes de acionar a Justiça. De acordo com Mauren, cerca de 70% dos casos são resolvidos de forma amistosa.

– A conciliação é uma forma de evitar inconvenientes entre vizinhos, mas tem que haver bom senso de ambas as partes – pondera Mauren. 

Quem está devendo também pode sofrer restrições de uso de estruturas que gerem custos dentro do próprio condomínio, como salões de festa, lavanderia e academia, desde que estas medidas estejam previstas na convenção do edifício. 

– Por outro lado, não se pode impedir que o inadimplente circule pela área comum do condomínio, uma vez que ele também é, em parte, proprietário – explica Laury Ernesto Koch, sócio-diretor do Koch Advogados Associados.

O que diz a lei
Válido desde março de 2016, o novo Código do Processo Civil endureceu as regras para quem atrasa as taxas de condomínio.

O boleto de cobrança se tornou um título executivo, ou seja, vale como cheque preenchido e assinado pelo devedor. 

Isto possibilitou que, em caso de atraso, os condomínios entrem na Justiça diretamente com pedido de execução da dívida (fase em que o juiz determina o pagamento do débito em até três dias), em vez de mover um processo de conhecimento, com convocação das partes e audiências, o que é mais demorado. 

A partir da data em que recebe a notificação da Justiça, o proprietário do imóvel tem três dias para quitar pelo menos parte da dívida.

A lei diz que, se pagar 30% do que deve dentro de três dias, o devedor pode parcelar o restante em até seis vezes. 

No entanto, se o condômino não fizer o pagamento após receber a notificação, imediatamente pode ter um bem penhorado (não necessariamente o imóvel, pode ser também um automóvel ou as contas bancárias, por exemplo).

Para que peça a execução da dívida, no entanto, o condomínio precisa seguir algumas regras: é preciso que o valor da taxa de condomínio esteja estabelecido na previsão orçamentária da Assembleia Geral Ordinária, que ocorre anualmente.

Sem seguir estas regras, a dívida até pode ser cobrada na Justiça, mas na modalidade anterior à da mudança no Código de Processo Civil, atravessando todo rito judicial.

Direitos e deveres dos condôminos
O morador inadimplente só poderá ter cortado acesso a água ou gás de uso comum do condomínio se houver uma segunda alternativa de abastecimento, diretamente em seu imóvel.

Mesmo quem está inadimplente não pode ser privado de utilizar as estruturas comuns do condomínio, pois a Justiça entende que ele também é, em parte, proprietário de áreas como elevador, jardim e estacionamento rotativo. 

Entretanto, há entendimento judicial de que, caso este uso traga custos ao condomínio (como salão de festas, academia e lavanderia), o morador inadimplente poderá ter o uso vetado pelo síndico, desde que definido na convenção condominial. 

A multa aplicada aos débitos condominiais não deve ser superior a 2%, além de juro limitado a 1% ao mês e correção monetária conforme a inflação. 

Ao morador que reiteradamente atrasa seu pagamento, pode ser aplicada uma multa de até cinco vezes o valor da taxa de condomínio, mas isto precisa estar determinado na convenção. 

A inscrição do inadimplente em cadastros negativos de crédito, como SPC e Serasa, poderá ser aceita pelo juiz, desde que pedida pelo condomínio.  

Inquilino pode sofrer ação de despejo por falta de pagamento e ação de cobrança movida pelo proprietário do imóvel.

Fontes: vice-presidente de condomínios do Secovi Agademi, Simone Camargo, presidente da Associação dos Síndicos do Rio Grande do Sul (Assosindicos-RS), Mauren Gonçalves, e advogado Laury Ernesto Koch, sócio-diretor do Koch Advogados Associados



Cidades biofílicas


O termo biofilia é novo para mim e acredito que para muitas pessoas também. Ele foi popularizado pelo biólogo americano Edward Osborne Wilson que o definiu como “uma tendência natural a voltarmos nossa atenção às coisas vivas”.
Já quanto a aplicação do termo às cidades, o escritor Timothy Beatley defende que são aquelas que, através de um desenho urbano adequado, permitem que seus habitantes desenvolvam atividades e um estilo de vida diretamente ligados à natureza, seu aprendizado e cuidado.
Em resumo, são lugares planejados para estimular a relação entre pessoas e natureza e algumas cidades já foram classificadas como biofílicas, como: São Francisco, Nova Iorque, Seattle, Wellington, Oslo e Birmingham.

Confira a sete características das cidades biofílicas:

1) Natureza abundante próxima às cidades com grande número de habitantes:

Objetivo a ser alcançado através de programas públicos e projetos de revitalização e implantação de áreas verdes.
Nova Iorque se qualifica como uma cidade biofílica, já que conta com o programa PlaNYC, que pretende que em 2030 cada habitante da cidade tenha um espaço público verde a 10 minutos de caminhada.




nova iorque, cidade e natureza integradas | imagem: loving new york

2) Afinidade dos cidadãos com a flora e fauna nativas:
Valorização das riquezas naturais locais para que os cidadãos, através de programas educacionais, possam conhecê-las e preservá-las.

3) Atividades ao ar livre e em contato com a natureza:
Criação e interligação dos espaços ao ar livre de modo a promover e facilitar seu uso e acesso pela população.

Cingapura já conectou seus parques, integrando 200 km de caminhos por meio de passarelas suspensas que permitem que os visitantes acessem os parques de diferentes pontos da cidade.




passarelas suspensas ligando parques em cingapura | imagem: cumbicão

4) Ambientes multissensoriais:
Espaços criados ou adaptados para oferecer experiências visuais, sonoras e olfativas, por exemplo, relacionadas à natureza e à biodiversidade locais.

5) Educação no campo da natureza e biodiversidade:
Incentivo de ações comunitárias que busquem a integração das pessoas com a cidade, por um estilo de vida mais natural e humano.

As cidades biofílicas dão importância à educação em campo, por proporcionar a integração entre as pessoas em contato com a natureza, podendo ser através de caminhadas guiadas, acampamentos, hortas comunitárias, voluntariado para recuperar áreas degradadas, entre outras atividades.




exemplo de horta comunitária, cada vez mais presentes nas cidades | imagem: jardim do mundo

6) Investimento em infraestrutura social e urbana que favoreça a conexão entre cidade e natureza:
Através da criação de espaços urbanos como parques, museus, escolas, centros de convivência, entre outros, que priorizem a conexão dos cidadãos com as questões  ambientais.

7) Conscientização sobre as questões ambientais e seus impactos:
Criação e implementação de planos de ação para a proteção da biodiversidade local.

A cidade de Vitória-Gasteiz, no País Basco, está cercada por um cinturão verde para limitar o desenvolvimento da cidade e proteger o pantanal Salburua. Como este plano tem dado bons resultados, está sendo estudada a possibilidade da criação de um anel verde interno para levar as áreas verdes para dentro da cidade.






parque olarizu vitoria-gasteiz | imagem: landarchs

Por cidades mais humanizadas

Resumindo, a cidade biofílica busca uma maior integração entre seus cidadãos e a natureza, através de investimentos em diversas áreas onde o objetivo final seja a valorização dos espaços verdes e da biodiversidade local.
Precisamos que as cidades sofram essa transformação, mas principalmente que seus usuários percebam a importância de fazer parte de um novo conceito de habitar, onde haja mais interação entre as pessoas por uma causa comum.
É preciso também que haja mais cobrança ao governo, contra a especulação imobiliária desenfreada, tão comum nas grandes cidades, por projetos de mobilidade urbana que valorizem de uma vez por todas o pedestre e os deslocamentos menos destrutivos e pela implantação e preservação de áreas verdes, capazes de oferecer uma melhor qualidade de vida a todos os cidadãos.
 Fonte: Arch Daily



Cidade biofílica: integrando a natureza ao planejamento urbano

CIDADE BIOFÍLICA: INTEGRANDO A NATUREZA AO PLANEJAMENTO URBANO

Amor pela vida. Este é o significado literal do termo popularizado em 1984 pelo ecólogo americano Edward O. Wilson: Biofilia.

Philia = amor

Bonito, né?

Além de bonito, o termo é utilizado por diferentes campos. Foi utilizado inicialmente na área de estudos psicanalíticos, para descrever a atração por tudo que é vivo.

Na perspectiva científica, a biofilia é compreendida como a atração pela natureza como um princípio evolutivo. No campo da filosofia o termo também tem um forte significado que reflete sobre a interação da natureza com os seres humanos.

Para este texto, vamos cruzar os campos que utilizam o termo para explicar sobre as cidades biofílicas e porque a tendência de integrar a natureza ao cenário urbano é uma orientação forte dentro do planejamento urbano do futuro.

O pesquisador estadunidense Timothy Beatley, autor do livro BiophilicCities: Integrating Nature into Urban Design and Planning, foi um dos primeiros estudiosos do assunto a aplicar a biofilia às cidades, ao desenho e planejamento urbanístico. Timothy acredita que mesmo que a biofilia seja uma condição e tendência natural genética do ser humano, existe a necessidade de intensificar e fortalecer o contato com a natureza para que a conexão se perpetue.

cidades-biofilicas-integrando-a-natureza-2

Basta pararmos para pensar quanto os imóveis que se localizam próximo a parques, praças e praia, são valorizados no mercado. Atributos como:

“De frente para o mar”, 
“Há 5 minutos do parque da Redenção”, 
“Próximo a praça da Encol”, 
“A 200 metros da beira da praia”,

chamam a atenção de quem procura um imóvel para comprar ou alugar, não é?

Por quê?

Porque estes são atributos naturais, é natureza em meio a selva de pedra, provando o que a Biofilia expressa, de que os humanos buscam a interação e o contato com o que é natural.

Projetos biofílicos no cenário urbano vêm aumentando bastante nos últimos anos, especialmente em grandes cidades, em edifícios que procuram incorporar características naturais como ventilação, luz, vegetação, agricultura e cultivo, entre outros aspectos.

Estes esforços têm aparecido mais fortemente em países desenvolvidos, pois a maioria dos centros urbanos de países em desenvolvimento ou subdesenvolvidos ainda não demonstram preocupação em colocar esta tendência em prática.

Timothy Beatley ajudou a criar a rede de Cidades Biofílicas, em um projeto que inclui 8 cidades do mundo. São elas:

  • Singapura
  • Vitoria-Gasteiz, Espanha
  • Oslo, Noruega
  • Portland, EUA
  • São Francisco, EUA
  • Birmingham, Inglaterra
  • Nova Iorque, EUA
  • Seattle, EUA

Assim como no design, as cidades biofílicas também possuem 7 princípios. As 8 cidades da rede foram planejadas para que seus habitantes desenvolvam atividades e estilo de vida ligados diretamente à natureza, conforme os 7 princípios das cidades biofílicas:

1º Princípio: Natureza em abundância localizada próxima a um grande número de habitantes

A ideia é que um grande número de pessoas tenha acesso fácil a grandes áreas naturais. Um exemplo desse primeiro princípio é o Central Park, localizado bem no meio da cidade de Nova Iorque.

O projeto biofílico da cidade não se limita ao Central Park,  até 2030 a cidade de Nova Iorque terá um espaço público verde a 10 minutos de caminhada para cada habitante da cidade.

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2º Princípio: Conexão dos cidadãos com flora e fauna nativas

Valorização das riquezas naturais locais para que as pessoas possam conhecê-las e preservá-las através de programas educacionais. Este segundo princípio sugere principalmente que deve existir um comprometimento dos habitantes com a manutenção e cuidados com as áreas naturais em suas atividades cotidianas em conjunto com o apoio público e privado.

3º Princípio: Interligar espaços ao ar livre promovendo e facilitando o uso da população

A ideia é que as pessoas possam usufruir dos espaços naturais com facilidade para que a interação e integração com a natureza seja realizada facilmente, prazerosamente e com frequência.

Em Cingapura foram criadas passarelas suspensas com 200 km de caminhos que interligam os seus parques. Desse modo, a população tem acesso facilitado aos parques de diferentes pontos da cidade.

Em Oslo, capital da Noruega, dois terços da cidade é reserva florestal e há uma rota bastante abrangente de transporte público para ajudar as pessoas a circularem por estas florestas.

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4º Princípio: Ambientes multissensoriais

Criação de espaços adaptados que oferecem experiências visuais, sonoras e ou olfativas relacionadas a natureza e biodiversidade local. O intuito é principalmente a interação e entretenimento com o ambiente natural. Em um mundo onde a diversão e o entretenimento estão basicamente ligados à tecnologia digital, esses ambientes multissensoriais não só aproximam as pessoas da natureza como são capazes de promover a ressignificação do entretenimento.

5º Princípio: Educação no campo da natureza

Este princípio incentiva a criação de ações comunitárias na busca pela integração das pessoas com a cidade em um estilo de vida mais natural. Caminhadas guiadas em espaços naturais, acampamentos, hortas comunitárias, recuperação de áreas degradadas através de programas de voluntários, entre outras atividades.

Two young women girlfriends wearing jeans shorts biking on sidewalk in park on sunny summer day, back view

6º Princípio: Investimento em infraestrutura que favoreça a conexão entre cidade e natureza

Criação de espaços para aulas que girem em torno da natureza e execução de design inteligente e sustentável, museus naturais, centros de convivência. Esses são alguns exemplos do 6º princípio das cidades biofílicas. O intuito essencial é fazer as pessoas interagirem de forma mútua com a natureza em todos os momentos do dia a dia, na hora da aula, na hora do lazer e descanso, etc.

Vitoria-Gasteiz, a capital do País Basco, na Espanha é muito conhecida por possuir caminhos de anéis verdes nas partes mais densamente urbanizadas da cidade. As pessoas caminham e se deslocam de um ponto a outro da cidade em contato contínuo com a natureza.

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7º Princípio: Conscientização sobre os impactos de questões ambientais

Este princípio visa o planejamento e implementação de planos de ação que protegem a biodiversidade local. Muitas vezes a população não tem a intenção de prejudicar ou impactar negativamente a natureza em uma cidade. Simplesmente desconhecem o impacto das suas ações diárias para o meio ambiente não sabem o que fazer exatamente para protegê-la e preservá-la. Nas cidades biofílicas existem projetos de conscientização para a população contribuir para a preservação da natureza nos espaços urbanos.

Uma cidade biofílica possibilita aos seus habitantes desenvolverem atividades e um estilo de vida que os deixa aprender com a natureza e comprometer-se com seu cuidado. O futuro dos centros urbanos promete voltar às origens e tornar as cidades melhores. Permite que os habitantes se desloquem sem destruir o que é natural e preservem mais as áreas verdes, capazes de oferecer uma melhor qualidade de vida.

Integrar o conceito de biofilia ao desenvolvimento das cidades é a melhor solução para o futuro. E somente com um planejamento urbano sustentado nos princípios da cidade biofílica será possível promover esse maior contato com a natureza e a sua integração com a humanidade.

sábado, 7 de julho de 2018



Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros - AVCB

Documento em dia é uma tranquilidade para o síndico
Por Mariana Ribeiro Desimone - 07/12/10 05:35

Documento em dia é uma tranquilidade para o síndico

Em 2013 a maior tragédia envolvendo fogo no Brasil aconteceu. Na boate Kiss, no Rio Grande do Sul,  242 pessoas morreram devido a um incêndio. Mas não foi só o fogo que matou aquelas pessoas.

A falta de iluminação de emergência, de ventilação adequada, de extintores e a obstrução da rota de saída com certeza foram preponderantes para que tantas mortes ocorressem ao mesmo tempo.

E uma situação dessas não é restrita a casas de show, bares e restaurantes. Qualquer condomínio está sujeito a ter que lidar com um incêndio. Casos do tipo em edifícios residenciais são mais frequentes do que se imagina.

É por isso que em diversos estados se pede um AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros), ou documento similar. No Rio de Janeiro esse documento é mais conhecido como Certificado de Aprovação do Corpo de Bombeiros.

Essa vistoria prova que o condomínio está em dia com diversas obrigações de segurança. E é com um conjunto de documentos que se começa a caminhar rumo ao AVCB ou Certificado de Aprovação.

Veja abaixo quais itens devem estar em dia para se obter o AVCB
Atestado de brigada de incêndio em dia: é aquela capacitação que o condomínio deve oferecer periodicamente e que, na prática, infelizmente, não é muito frequentada. - Saiba mais sobre brigada de incêndio

ART de pára-raios: a medição ôhmica do aparelho deve ser feita anualmente por força de lei – é, aliás, um elemento importante para se receber seguro em caso de sinistro. - Saiba mais sobre pára-raios

ART Instalação de gás: para saber se a tubulação não apresenta vazamentos e se está funcionando a contento - Saiba mais sobre instalações de gás

Abrangência do grupo gerador: atestado que comprova que o aparelho do condomínio funciona corretamente

Atestado da escada pressurizada: os condomínios que contam com esse sistema devem ter o mesmo em dia

Laudo elétrico: documento que atesta boas condições das instalações elétricas do condomínio - Saiba mais sobre instalações elétricas

Atestado de sistemas de combate ao incêndio: Itens de segurança como hidrantes, extintores, corrimãos, sinalização de emergência, portas corta-fogo, etc. - Saiba mais sobre extintores e acessórios contra incêndio - Saiba mais sobre portas corta-fogo

CMAR (Controle de Materiais de Acabamento e Revestimento): para atestar que carpete, tintas e materiais utilizados no condomínio são anti-fogo

Por que o AVCB pode sair caro para o condomínio?
Como se pode ver, a lista é longa. E realmente o AVCB fica caro, principalmente para quem nunca teve esse documento em dia desde a construção do condomínio.

Atestados

Por Lei, a renovação desses atestados deve ser anual. Em São Paulo, cada documento atualizado sai na faixa de R$ 400 a R$ 600.

Taxa de vistoria

Além dos atestados, os condomínios devem arcar com o custo da vistoria do Corpo dos Bombeiros. Cada corporação tem a liberdade de cobrar sua taxa. Em São Paulo, ela se chama FEPOM (Fundo Especial da Polícia Militar) e depende da metragem de cada condomínio. Ela inclui duas visitas, para que o condomínio consiga estar de acordo com as determinações da lei.

Pré-vistoria

Mas antes de chamar o Corpo de Bombeiros, muitos condomínios investem nas empresas que fazem a pré-vistoria no local, apontando as mudanças a serem feitas.

O serviço contratado detecta as falhas de segurança contra fogo no condomínio e dá o caminho para regularizar a situação. Além de apontar onde estão os erros, essas empresas também executam as alterações. Vale lembrar que essas prestadoras devem sempre contar com um engenheiro para assinar as ARTs (Anotação de Responsabilidade Técnica).

Alterações necessárias Os custos com as adequações vão depender de cada caso, se haverá mudanças estruturais ou não, reformas, etc.

Projeto técnico Outro item que pode se tornar caro para o condomínio é a execução de um projeto técnico. Esse documento é geralmente elaborado quando o condomínio é construído, mas se perde ao longo do tempo – principalmente se o local não renovou o seu AVCB por muito tempo. Nele constam informações como os locais onde os equipamentos contra o fogo devem ficar.

Uma empresa conceituada, dependendo das alterações a serem feitas, pode cobrar mais de R$ 6 mil apenas para elaboração deste projeto. Geralmente as próprias prestadoras de serviço que fazem a pré-vistoria também elaboram esse tipo de documento.

“Nos empreendimentos onde atuo, providencio os atestados, certidões e ARTs anualmente. Dessa forma, quando chega o momento de renovar o AVCB está tudo certo e não fica caro”, ensina o síndico profissional Nilton Savieto.

Responsabilidade do síndico X investimento
Apesar de representar um grande investimento, é de extrema importância que os síndicos tenham a consciência da importância de se ter o AVCB em dia.

É importante frisar que a principal questão aqui não é financeira. Afinal, se o condomínio sofrer um sinistro, como um incêndio, além de colocar em risco todos os moradores, pode ter dificuldades para o recebimento do dinheiro do seguro por não estar com a documentação em dia.

Outro ponto é que o síndico pode responder civil e criminalmente, caso aconteça uma morte ou algo mais trágico.

Para Luciano França Loureiro, da Ahso/Fix, empresa de pré-vistoria, houve um aumento significativo na demanda de dois anos para cá – tanto no número de clientes fazendo seu primeiro contato, como daqueles que estão renovando o documento novamente pela empresa.

“Depois do desastre da boate Kiss, muita gente percebeu que um incêndio pode acontecer em qualquer lugar. Isso abriu os olhos dos síndicos”.

Principais correções que o AVCB pede
Os especialistas ouvidos elencaram as principais falhas no combate contra incêndios nos condomínios. Veja:

Luz de emergência: muitas vezes o condomínio não checa se esse sistema está funcionando corretamente. Então, algum problema só é detectado quando a luz de emergência é utilizada.

Roubo de itens: partes do hidrante são subtraídas por moradores ou visitantes. Para evitar que se passem meses sem que se saiba do problema, o zelador deve fazer uma vistoria semanal nos equipamentos, para que a reposição dos itens aconteça o mais rápido possível. A instalação de câmeras em pontos estratégicos também ajuda nesta questão.

Mangueira curta: às vezes, ao fazer a reposição do equipamento, para economizar, compra-se uma mangueira com metragem inferior à necessária

Corrimão: atualmente os corrimãos devem começar e terminar nas paredes, evitando assim que num momento de tumultuo as pessoas se machuquem

Porta corta-fogo: o equipamento deve se fechar inteiramente. O defeito mais comum é a mola defeituosa, fácil de trocar. - Saiba mais sobre portas corta-fogo

Obstrução das rotas de fuga: lixeiras e outros itens como bicicletas e mobiliário não devem ficar na escada de emergência

Como se pode ver, os casos mais comuns de inadequação com a norma não são economicamente inviáveis. Muitas vezes, o problema é ter de realizar todas essas melhorias de uma só vez, em um curto espaço de tempo – aí sim pode impactar negativamente nas finanças do condomínio.

Mas realmente há muitos casos de condomínios que ficaram para trás e que para renovar o AVCB precisarão de inúmeras reformas – algumas até estruturais.

 “Um dos nossos clientes estava com o AVCB vencido já há muitos anos. Agora estão gastando bastante para adequar as instalações. Até tubulação de gás estão colocando”, conta Gilberto Vespúcio, sócio da administradora GW.

Diferenças regionais quando ao AVCB
A periodicidade correta para renovar o AVCB depende de cada estado. Em São Paulo, os AVCBs emitidos esse ano estão com prazo de vencimento de cinco anos para condomínios residenciais e três anos para os comerciais.

Porém, a média nos outros estados, como Minas Gerais e Rio de Janeiro é de três anos. Estados como Bahia e Rio Grande do Sul estão ajustando sua legislação para atender de maneira mais segura os condomínios.

Em Santa Catarina, o condomínio pode solicitar a vistoria anualmente.

Mesmo com períodos diferentes é importante notar que os itens averiguados pelo Corpo de Bombeiros na vistoria devem seguir normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

Esses regramentos não são leis, mas servem como um parâmetro a ser considerado pelo síndico no tocante a manutenção do condomínio.

Fiscalização do AVCB
Na grande maioria dos casos, o Corpo de Bombeiros não consegue fiscalizar ativamente os condomínios de todo o país. Quando eles "aparecem" para uma vistoria surpresa é porque receberam uma denúncia.

A multa vai depender de como estão os equipamentos de segurança contra fogo do condomínio. Geralmente o condomínio também recebe um prazo para corrigir as eventuais não conformidades dos seus itens de segurança.

Atribuições do Síndico

Férias do síndico: providências para viajar tranquilo


Veja como se programar e deixar tudo em ordem no condomínio
Por Mariana Ribeiro Desimone - 03/11/10 01:31

Todo mundo precisa de férias, certo? E com o síndico não é diferente. Mas antes de fazer as malas, é importante tomar algumas providências para que tudo transcorra bem na ausência do gestor do condomínio que, vale lembrar, não é funcionário do condomínio.

“Antes de tudo, é importante checar a convenção para saber qual é a regra em caso de férias do síndico”, aponta o diretor da administradora GK Gabriel Karpat.

Isso porque algumas convenções apontam que é o subsíndico quem deve assumir, e, em outros documentos, o presidente do conselho. 

Se o documento não mencionar nada sobre o tema, o ideal é trazer o tema para a próxima assembleia deliberar.

“É melhor dividir esse tipo de decisão com todos”, ensina Maria Estela Capeletti, advogada especialista em condomínios e colunista do SíndicoNet.

Um ponto importante a ser ressaltado é que o síndico segue sendo o responsável pelo condomínio mesmo durante a sua ausência. 

O que o síndico deve fazer antes de ir viajar?
É claro que todo mundo está sujeito a imprevistos, e a ter que se ausentar de uma hora para outra. 

Porém, para curtir as férias tranquilo, o síndico pode tomar algumas providências para que tudo transcorra de forma adequada na sua ausência, e evitar ser acionado constantemente no período: 

Avisar a administradora com antecedência. É a empresa quem poderá sanar a maior quantidade de dúvidas caso ocorra algo inesperado

O subsíndico e os membros do conselho também devem ser avisados

Caso alguém vá substitui-lo durante as férias, a pessoa também deve ser comunicada com antecedência, assim evita-se que ambos viagem no mesmo período

Também é importante que o zelador ou gerente predial não se ausentem no mesmo período que o síndico – um dos motivos pelos quais os mesmos não devem tirar férias em julho e dezembro/janeiro, que é quando há mais moradores e mais demandas no condomínio

Instruir o zelador ou gerente predial sobre como agir caso aconteça uma surpresa, como um cano estourado ou um vazamento de gás, por exemplo

“Seja para dizer ‘ligue para a administradora’ ou ‘chame a polícia’, o zelador deve saber pelo menos por onde começar a resolver o problema”, explica Gabriel Karpat.

Quando o condomínio conta com um síndico profissional, o mesmo pode ter uma equipe que o auxilie durante suas férias. Mas mesmo assim é importante que avise quado irá se ausentar.
Novo modelo: Veja cartaz de aviso de férias do síndico
Emergência

190 - Chamada de emergência

Em casos de emergência durante o período de ausência, o zelador e um morador do condomínio podem tomar a frente da situação. Por exemplo, se um cano estourar, e alagar parte da garagem, os dois entram em contato com uma empresa especializada para rapidamente reparar o dano.

Também é recomendado, se necessário, utilizar-se dos serviços da seguradora do condomínio. A maioria, hoje em dia, oferece assistência técnica para vários casos emergenciais, como canos estourados e chaves emergenciais, por exemplo.

Telefones úteis para deixar com o encarregado

190 - Polícia
192 - SAMU (Ambulância – casos clínicos)
193 - BOMBEIROS (incêndios, vazamento de gás, resgate em caso de traumas e passageiros presos em elevador)

Assitência 24hrs da Seguradora

Administradora do condomínio

Devem estar nesta lista também os números de emergência da empresa de manutenção de elevadores, da seguradora do condomínio, empresas de manutenção das bombas e portões.

Saiba mais sobre como lidar com situações de emergências em condomínios

Na ausência do síndico

Caso aconteça algo muito inesperado, e que peça por uma solução urgente, qualquer morador pode tomar a frente da situação e tomar providências emergenciais, como a contratação de um reparo para uma manutenção inesperada - e que não pode ser adiada - como uma inundação, por exemplo. 

"Importante salientar que os gastos provenientes desse tipo de situação devem ser justificados na próxima assembleia", assinala Gabriel Karpat.

Remuneração

Apesar de remunerados, a figura do síndico não configura vínculo trabalhista ou outros benefícios. Portanto, a antecipação de décimo terceiro salário ou outros benefícios da legislação trabalhistas não estão previstas, a exceção do recolhimento do INSS, como previsto na lei.

Já os síndicos profissionais dependem de seu contrato com o condomínio. Há aqueles que prevêem ausências, outros não. Há ainda os que contam com substitutos para os condomínios durante o período de férias. Mesmo assim, o gestor deve avisar sobre o período que estiver de férias.

Como é um prestador de serviços, o recolhimento do seu INSS deve seguir o mesmo critério dos outros contratados pelo empreendimento.

Fontes consultadas: Gabriel Karpat, diretor da administradora GK, José Roberto Iampolsky, diretor da administradora Paris condomínios, Marcio Bagnato, diretor da administradora Habitacional e Conteúdo SíndicoNet

sábado, 9 de junho de 2018



Atribuições dos funcionários
Dia do funcionário do condomínio
Conheça perfil e desafios dos colaboradores do condomínios
Por Mariana Ribeiro Desimone - 08/06/18 05:08

Conheça perfil e desafios dos colaboradores do condomínios

No dia 9 de junho comemora-se o dia do funcionário de condomínio. É graças a essas pessoas que os condomínios Brasil afora se mantem seguros, limpos e funcionando como deve ser.

Hoje em dia, porém, principalmente nas grandes e médias cidades, o perfil do funcionário de condomínio tem mudado – assim como o dos empreendimentos.

Veja cartaz comemorativo de Dia do Funcionário de condomínio

Antigamente, era raro um condomínio não contar com um porteiro para ajudar com as sacolas e com os idosos. Hoje, alguns empreendimentos pensando em melhorar sua segurança e na contenção de custos, passaram a optar pelos serviços de uma portaria remota – algo que passou de tendência para algo que veio para ficar.

Os condôminos também estão cada vez mais exigentes com o que acontece no condomínio, seja o caso de contar com funcionários próprios ou orgânicos.

“Hoje em dia se espera que todos sigam processos claros para o cumprimento de suas funções”, analisa Nilton Savieto, síndico profissional.  

Para isso, é fundamental que o condomínio tenha claro quais são esses procedimentos e aposte em treinamento e reciclagem constantes dos seu funcionários.

“O ideal é que os funcionários passem por cursos de reciclagem sempre. Treinamento dos colaboradores não é algo como uma pílula que se toma uma vez para resolver um problema. Deve estar sempre em prática no condomínio”, explica Roberto Piernikarz, diretor de condomínios da administradora BBZ.

Ele sugere ainda que, caso os funcionários não sejam orgânicos, o síndico deve acompanhar se a empresa terceirizadora de mão de obra oferece essa vantagem em contrato.

Atual perfil do funcionário de condomínio 
Os porteiros, por exemplo, devem estar sempre em acordo com os procedimentos de segurança adotados pelo condomínio – mesmo que isso gere desagrado nos moradores que buscam, sempre, a sua comodidade em detrimento do bem-estar comum.

A diminuição do número de condomínios que contam com porteiros impactou no perfil da vaga.

“Cada vez mais a função de porteiro vai pedir mais especialização. É importante que os colaboradores tenham isso claro”, analise Roberto.

Atribuições do Zelador
Atribuições do Porteiro
Atribuições do Faxineiro
Atribuições do Gerente predial
A mudança não é só para quem cuida da portaria, porém: o trabalho do zelador, por exemplo, fica ainda mais evidente – e necessário.

“O profissional, nesses casos, passa a ser uma peça mais primordial para o dia-a-dia do condomínio. É ele quem recebe a correspondência, a separa, acompanha ainda mais de perto os prestadores de serviços. E é ele também quem deve tomar as providências caso a portaria remota enfrente ”, aponta o advogado e síndico profissional Moises de Oliveira Santos. 

Os profissionais de limpeza também devem ter uma rotina clara para seguir - além de usarem, sempre que necessário, seus EPIs (Equipamento de Proteção Individual).

"O encarregado da faxina deve saber bem como o trabalho é feito e como utilizar os produtos corretamente", explica Nilton Savieto.

Gerente predial e manutencista

O advogado diferencia que o zelador, via de regra, tem um caráter mais operacional das funcções do condomínio, enquanto o gerente predial oferece mais conhecimentos de gestão.

“O gerente predial é alguém que vai olhar não somente o ‘aqui e agora’ como o zelador. Ele deve olhar para o amanhã também”, argumenta Nilton.

Roberto aponta que, além dos conhecimentos de gestão de pessoas e cuidados com as áreas comuns, o gerente predial também deve ser alguém com uma ótima comunicação, pois vai lidar com funcionários e demandas de moradores.

"Saber lidar bem com diversos públicos é pré-requisito para a função, assim como o famoso jogo de cintura", crava ele.

Outra função que vem ganhando cada vez mais espaço é o do manutencista.

“Importante deixar claro que mesmo um ótimo manutencista não desobriga o condomínio dos contratos de manutenção obrigatórios por lei, como os de elevadores e pára-raios, e de outros que a legislação não obriga, mas que são necessários, como de portões”, salienta o síndico profissional Nilton Savieto.

Ele também relata que essa função se justifica em empreendimentos maiores, com mais demandas, com mais de uma torre e grande área comum. 

“Esse profissional também deve ser alguém que evite, ao máximo, manutenções corretivas, mais caras e urgentes”, assinala Nilton. 

Prédio novo
Prazo é de 5 anos para encontrar vícios construtivos
sexta-feira, 8 de junho de 2018

0 Condomínio tem 5 anos para relatar problema em prédio novo


Condomínio novo, famílias felizes, mas nem tudo é motivo para alegria. Tão logo o prédio tenha sido entregue, é importante o síndico contratar uma empresa de engenharia para fazer uma vistoria para saber se tudo o que a construtora prometeu foi entregue como havia sido apresentado no projeto.

Esta checagem pode mostrar para o engenheiro os chamados vícios construtivos. São anomalias ou imperfeições do imóvel que afetam o seu uso e a finalidade para a qual ele se destina. Eles decorrem de uma falha no projeto, do material empregado ou da própria execução da obra.

Segundo o advogado especialista em direito imobiliário Alfredo Pasanisi, é preciso ser ágil para não perder o prazo para cobrar a construtora sobre os problemas.

"O ideal é o condomínio trabalhar desde cedo para isso. Uma vez constatado o problema, notificada a incorporadora, e a construtora não se mexer, tem que entrar com uma ação na Justiça, não deixando passar o prazo de cinco anos", esclarece o advogado.

Síndico de um prédio no Campo Belo, na zona sul, Roberto Carlos Andrade de Moura, 50 anos, teve problemas com a incorporadora do condomínio, como infiltrações nas áreas comuns do prédio. Mas diz que o laudo técnico ajudou na solução.

"O parecer técnico é fundamental não só para responsabilizar a construtora, mas para saber também sobre o andamento da manutenção do prédio e cobrar o síndico", ensina ele, que não precisou entrar na Justiça.

O QUE DIZ A LEI

Segundo o artigo 618, do Código Civil, nos contratos de empreitada de edifícios ou outras construções consideráveis, o empreiteiro de materiais e execução responderá, durante o prazo irredutível de cinco anos, pela solidez e segurança do trabalho, assim em razão dos materiais, como do solo.

Prédio novo: a partir do recebimento das chaves, o morador tem 90 dias para notificar a construtora sobre problemas encontrados no apartamento;
Prédio antigo: O morador deve comunicar o síndico e contratar uma perícia para avaliar a origem do problema.
Indícios de falhas na estrutura:
Fissuras: é uma abertura superficial, longa e estreita, da massa corrida ou pintura;
Trinca: espessura mais profunda, que separa as partes;
Rachadura: mais perigosa, as partes se separam, sendo possível ver até o outro lado. tem que ser reparada imediatamente.
Encontrado o problema, o condomínio deve:

Contratar uma empresa para fazer uma vistoria e efetuar um laudo apontando as falhas estruturais;
Notificar os responsáveis pela construção, pedindo para eles se manifestarem e apresentarem um cronograma para a solução do problema;
Caso a construtora não se manifeste, começar a preparar um processo para demonstrar, por meio de prova pericial, a responsabilidade da construtora e pedir a correção dos problemas construtivos;
Se o problema ocorreu por mau uso do apartamento, caberá ao morador arcar com os custos da obra.
Fonte: www.bemparana.com.br