sexta-feira, 9 de agosto de 2019

O seguro da edificação é obrigatório e é uma despesa ordinária (arts. 1.346 e 1348, IX, do Código Civil e art. 13, parágrafo único da Lei 4591/64), que deve abranger toda a edificação, tanto as áreas comuns como as partes autônomas e visa garantir eventual sinistro.
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De quem é a responsabilidade e como funciona o seguro da edificação?
O síndico é o único responsável pela contratação do seguro da edificação (art. 1348, IX, Código Civil), respondendo civil e criminalmente por este ato, e, caso o valor assegurado não cubra todo sinistro, responde até com seu patrimônio pessoal pela falta ou insuficiência do mesmo.
Por se tratar de uma despesa ordinária, não só pela sua obrigatoriedade, como pela necessidade constante de ser ele contratado, a cobrança do seguro se estende aos condôminos, na forma de rateio prevista na convenção condominial.
Quando se fala em seguro que vise garantir eventual sinistro que cause incêndio ou destruição do todo ou parte da edificação, há necessidade que se contrate, além da cobertura para riscos de incêndio, também coberturas para os casos de raios, explosões, danos elétricos, desabamentos, vendavais, inundação, impacto de veículos, queda de aeronaves, etc.
O valor a ser segurado deverá observar critérios que assegurem um valor de reposição real da construção, ou seja, a quantia segurada não deve levar em conta o valor do terreno, o valor de mercado ou a depreciação pelo uso da estrutura, porém, devem ser incluídos todos os equipamentos, como os elevadores, etc.
Existem outras coberturas opcionais peculiares a cada prédio, tais como coberturas em caso de furto ou roubo de automóveis, danos em elevadores, portões automáticos, quebra de vidros, responsabilidade civil do condomínio e do síndico (nos casos de má administração não intencional), dentre outras.
O seguro de responsabilidade civil pode ser contratado para eventuais processos judiciais, evitando que o condomínio tenha que arcar com uma alta despesa não prevista. 
Apesar de raro, um acidente ocorrido em fosso de elevadores é considerado de responsabilidade do condomínio. Mais comum do que acidentes com elevadores são os acidentes envolvendo portões automáticos com carros de condôminos.
Vejamos uma jurisprudência do nosso Tribunal de Justiça/RS:
EMENTA: CONDOMÍNIO. SEGURO CONTRA INCÊNDIO. Sendo obrigação do síndico em providenciar a contratação (art. 13, da Lei 4.591), ocorrendo esta de forma autônoma por um dos condôminos, sem o conhecimento prévio do síndico, é devido os valores correspondentes ao rateio. Negaram provimento ao recurso. Unânime. (Apelação Cível Nº 70001618313, Décima Nona Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Luís Augusto Coelho Braga, Julgado em 31/10/2000)


Pronto, agora você já sabe um pouco mais sobre o seguro da edificação, como ele funciona e de quem é responsabilidade.

sábado, 3 de agosto de 2019



03 DE AGOSTO DE 2019
LYA LUFT

Quando éramos pequenos

Não sei dos outros, mas quando éramos pequenos, na década de 1940, não existia um monte de coisas hoje banais.

Não havia antibiótico, pelo menos não onde a gente vivia. Febre era combatida por um líquido vermelho, espesso, com gosto de cereja, "misturada a urina de camelo", dizia meu pai, achando graça das nossas caretas. Chamava-se Fiberlin e era feito pelo tio farmacêutico. Além disso, para combater infecções, havia sulfadiazina, uns comprimidos retangulares, cor-de-rosa. De alguma forma, a gente sobrevivia.

Eu era dada a febres altas, com delírios, pai correndo, mãe preocupada, médico, tio Arthur, chegando. "Essa menina tem febre de noite até quando anda descalça nas lajes de dia, em dia quente", reclamava minha mãe vagamente irritada. Lembro de calafrios, tremores, febres, abajur aceso a noite toda, pijaminha molhado de suor, mãe chegando pra trocar às vezes até roupa de cama.

Quando eu era pequena, não havia televisão, nem em preto e branco. A gente brincava no pátio ou na calçada até escurecer quando não fazia frio, depois - nos dias gelados, que eram muitos, e geladíssimos - tomava banho e era levada, enrolada na toalha, para se secar e botar pijaminha na frente da lareira. Aí conversava, desenhava, lia, junto do fogo com pai e mãe em suas poltronas. Os lençóis pareciam cobertos de geada, e lembro de um aquecedor elétrico com suas listras de brasa, que logo a mãe apagava com medo de incêndio.

Quando eu era pequena, não havia nenhum inseticida a não ser aquele labirinto verde ("Boa Noite"?), com uma brasinha na ponta, um cheiro inesquecível, e os mosquitos nos deixavam em paz. Ou mosquiteiro, esquisito, bonito, e meio assustador - e se aparecesse um rosto estranho ali atrás dos véus? Mas essa era eu, pequena, cheia de medos bobos que só eu tinha e nunca entendi por quê.

Quando eu era pequena, ir a Torres no verão era um sonho do ano inteiro. Lá por outubro, meu irmãozinho e eu começávamos a sentir cheiro do mar nos dias quentes, porque pra criança quase tudo era possível. Depois, a fileira de noites em que ao ir para a cama a gente perguntava quantas noites ainda tinha de dormir até chegar O DIA.

Finalmente chegava. Acordávamos de madrugada, o mundo com um cheiro diferente àquela hora. Antes do amanhecer, a gente pegava a estrada para uma viagem interminável até a praia, onde se entrava na areia costeando o mar, o pai e outros motoristas indagando "a areia está muito mole, perigo de atolar?". Quando nós, crianças, quase chorávamos de cansaço, de longe se avistavam as Três Torres e seus penhascos. Apartamento alugado, areia fininha até na alma, adormecer com o mar logo ali fora, pele ardendo porque quando eu era pequena não havia protetor solar, mas creme Nivea, que minha mãe chamava "Nivêa Crem" com "r" acentuado, bolhas nos ombros como parte da nossa felicidade.

Quando eu era pequena, o melhor do ano era o mar de Torres com suas conchas e estrelas, seus murmúrios, ou suspiros, as vozes dos afogados... inesquecível mar, que hoje estou traindo com a casa da Bruxa Boa, na Serra... mas que está sempre comigo.

LYA LUFT

quinta-feira, 1 de agosto de 2019


Impermeabilização com piche: como funciona?



Os materiais asfálticos são largamente utilizados como sistemas de impermeabilização no mercado da construção civil, seja em forma de mantas, tintas, emulsões e ligas. Enfim, as formas de apresentação são diversas.
Os procedimentos e locais recomendados de aplicação dos materiais asfálticos também podem variar bastante, portanto é importante conhecer algumas características específicas e certificar-se de que o produto vai atender as expectativas.
A impermeabilização com piche e as emulsões asfálticas e betume são opções que podem gerar algumas confusões e portanto é bom entender melhor os termos.

Impermeabilização com piche e materiais asfálticos

impermeabilização com piche

Termos e significados

Betume

Betume é uma substância obtida através da destilação fracionada do petróleo bruto.
Como sabemos, existem diferentes produtos que podem ser obtidos na destilação do petróleo, desde os resíduos mais brutos como cera e parafina até a gasolina e o gás natural.
O betume é obtido já nos primeiros níveis de destilação do petróleo.
Trata-se de uma substância viscosa, escura, com odor forte e característico, com um alto poder ligante e propriedades impermeabilizantes.
A maior utilização do betume é como ligante/aglomerante em outras misturas, em especial o asfalto utilizado na pavimentação de ruas, avenidas e rodovias.

Piche

Piche é o nome dado ao asfalto líquido, apesar de não ser utilizado dessa forma nas terminologias técnicas dentro dos estudos de pavimentação na engenharia.
Dessa forma, o piche é uma mistura do betume com outros minerais, conforme a necessidade de aplicação em cada situação.
Como impermeabilização, o piche é utilizado em forma líquida (tinta) aplicada diretamente na superfície ou substrato, normalmente em demãos cruzadas.

Emulsão Asfáltica

A emulsão asfáltica é o termo dado à misturas utilizadas para impermeabilização que são de base asfálticas.
O termo emulsão diz respeito a duas substâncias que, naturalmente, não se misturam.
Portanto, a emulsão asfáltica é composta dos produtos de base asfáltica e agentes dispersantes.
Este é um produto largamente utilizado na impermeabilização de fundações, baldrames e também lajes.
Conhecido pela sua elevada elasticidade e flexibilidade.

Manta asfáltica

A manta asfáltica é um dos sistemas de impermeabilização mais utilizados em todo país.
Diferentemente dos outros produtos anteriormente mencionados, a manta é apresentada em rolos pré-moldados e a sua aplicação é feita com o auxílio de maçarico.

A manta utiliza os produtos de origem asfáltica como ligantes e telas de reforço estrutural, que podem ser de poliéster ou fibra de vidro mais comumente.

O que é impermeabilização com piche?

impermeabilização com piche

Em todo território nacional podem haver diferenças de nomenclaturas e termos comerciais e o mesmo produto pode ser conhecido por denominações diferentes ou ainda produtos diferentes ser conhecidos e chamados da mesma forma.
Comercialmente falando, a impermeabilização com piche é utilizada para impermeabilização de elementos de madeira, como postes, cercas, barracões, tapumes, floreiras e outros semelhantes.
Este tipo de impermeabilização é feita para evitar o apodrecimento dos elementos de madeira, que, logicamente, estão mais sujeitos à ação de umidade por serem materiais orgânicos.
Antigamente, era um consenso de que as madeiras mais densas, com veios menos espaçados, as conhecidas madeiras-de-lei, eram as únicas que eram capazes de resistir bem às intempéries e ataques de cupins, o que não deixava de ser verdade.
Contudo, essa filosofia acabou por incentivar um extrativismo muito nocivo, visto que essas espécies nativas demoram muitos anos, às vezes séculos, para se desenvolver.
A tecnologia da indústria madeireira evoluiu bastante nos últimos anos.
Alguns exemplos como o tratamento de secagem em estufa, que permitem alcançar níveis de umidade ideais (secagem) em poucas horas, o tratamento CCA (cloro-cobre-arsênio) e CCB (cloro-cobre-boro) para tratamento de fungos e cupins, entre outros, que permitiram que espécies coníferas e reflorestáveis como o pinus e eucalipto pudessem substituir o uso árvores nativas.
A impermeabilização com piche forma uma barreira física que evita o contato da água com a madeira e é utilizado em situações de contato direto e constante da água, como em postes por exemplo.

Piche e Betume: qual é a diferença?

impermeabilização com piche

Novamente, existe uma diferença técnica, sobre a origem dos dois termos, mas historicamente ambos os termos sempre estiveram relacionados à materiais de origem asfáltica para impermeabilização, em especial em elementos de madeira.
Existem relatos do uso de betume na antiguidade, pelos egípcios, sumérios, assírios, gregos, romanos.
Curiosamente, também há um relato na Bíblica judaico-cristã do uso de betume durante a construção da arca de Noé.
Deus mandara a Noé: “betumarás com betume sua arca, tanto por dentro como por fora” (Gênesis, 6, 14).
O piche, por assim dizer, é um produto que se utiliza do betume como ligante, mas tem outros minerais e componentes em sua mistura.
Em algumas regiões do país as terminologias podem variar, e por isso é importante conhecer a essência e a origem do produto que se deseja utilizar.

Asfalto Frio

O asfalto frio é como é conhecida comercialmente o sistema de impermeabilização feito com emulsão asfáltica.
Este produto é utilizado em bases e substratos cimentícios, em especial elementos de fundação e em lajes. 
A impermeabilização feita com asfalto frio, ou tinta asfáltica, não deve ficar exposta.
Apesar de ter uma adesão muito forte e bastante elasticidade e flexibilidade, este produto não possui resistência mecânica.
Isso significa que o tráfego de pessoas, veículos e abrasão de maneira geral se apresenta como um risco grande de falha para o sistema.
Dessa maneira, se o elemento não for estar soterrado, é preciso fazer um contrapiso e um revestimento. 
Uma das vantagens dos produtos moldados no local como a emulsão asfáltica é a possibilidade de fazer um sistema de impermeabilização sem emendas.
Esses são pontos críticos e mais sujeitos à falhas, principalmente devido à falhas de execução, quando feitas por mão-de-obra sem qualificação. 

Poliéster Flexível de alto desempenho

impermeabilização com piche

O poliéster flexível é uma das soluções que existe no mercado como alternativa à materiais asfálticos na impermeabilização de elementos nas edificações.
Também é moldado in-loco, sem emendas, e diferentemente da maioria dos materiais asfálticos, não é necessário fazer uma cobertura ou revestimento, pois se trata de um material extremamente resistente à abrasão, resistîndo ao tráfego de veículos pesados e maquinário.
É um sistema moderno, de alto desempenho e com 15 anos de garantia. 

Para maiores informações sobre o poliéster flexível de alto desempenho fale com a equipe da Fibersals:


Guia de impermeabilização residencial



Uma dúvida muito frequente de quem está construindo, especialmente quem o faz pela primeira vez, é sobre os cuidados que devem ser tomados com a impermeabilização residencial.
Qual parte deve ser impermeabilizada? Qual tipo de produto utilizar? O que acontece se eu não impermeabilizar corretamente?
Essas e muitas outras são questionamentos muito pertinentes e importantes, especialmente porque a impermeabilização bem feita é o grande diferencial de uma edificação sólida, resistente e com uma longa vida útil de uma casa com problemas de infiltração e presença de umidade logo no início.

Qual é a importância da impermeabilização residencial?

impermeabilização residencial

Por que é necessário fazer impermeabilização na casa?
Antes de saber o que deve ser feito, e mesmo qual sistema escolher, a pergunta mais importante é justamente a do porquê.
Afinal de contas, quando há um entendimento que não existe necessidade de impermeabilização e que esta é uma etapa pouco importante, ela acaba sendo encarada como “opcional”.
De fato, a impermeabilização não deve nunca, sob nenhuma hipótese, ser encarada com serviço opcional ou pouco relevante.
Independentemente do tipo de material escolhido (concreto armado, metálica, madeira, etc) a presença de umidade é um fator determinante para presença de patologias nas estruturas, e deve ser evitada continuamente.
Os problemas decorrentes de falhas de impermeabilização vão desde o desconforto estético até o risco de colapso estrutural.
Nas residências feitas no Brasil prevalece, em sua maioria, o uso do concreto armado como estrutura.
O concreto usado nas estruturas e a argamassa utilizada como revestimento, apesar de garantirem estanqueidade, não são classificados como materiais impermeáveis.
Isso significa que que a água percola por entre os interstícios do material, eventualmente gerando toda sorte de patologias decorrentes da presença de umidade e da infiltração.
Sendo assim, a impermeabilização residencial é uma etapa importante e fundamental, sendo responsável pela proteção dos elementos estruturais quanto à patologias sérias que podem comprometer a solidez da edificação e também evitar dores de cabeça com a presença de fungos, mofo, matéria orgânica, descascamento de pintura e demais danos à estética da construção.

Locais importantes para se impermeabilizar em uma residência

1. Fundações

impermeabilização residencial em fundações

Os elementos de fundação são aqueles que têm a função estrutural de transferir todos os esforços solicitantes da edificação para o solo.
Existem diferentes tipos de fundação, e para ambientes residenciais de até dois pavimentos as escolhas mais comuns dos projetistas são as sapatas, baldrames e radier.
Logicamente, dependendo do solo no local, há casos em que pode ser necessário a utilização de estacas e blocos.
Independentemente do tipo de fundação, é preciso ter em mente que se trata de um elemento estrutural de concreto em contato direto com o solo, e, consequentemente, com a água.
Portanto, todo elemento de fundação deve contar com medidas que anulem ou mitiguem ao máximo os efeitos da presença da umidade.
Por se tratar de um elemento enterrado, que não está em contato direto com o ambiente externo, a escolha para impermeabilização pode ser por sistemas rígidos.
A escolha de sistemas flexíveis fica a critério do projetista, em regiões que podem estar sujeitas a movimentações.
Além da aplicação dos sistemas de impermeabilização também é comum adotar barreiras físicas para conter o avanço da umidade ascendente, como lonas plásticas e camadas de pedra britada.
Sistemas de impermeabilização mais utilizados: emulsão asfáltica(também conhecido popularmente como pintura asfáltica, piche, manta asfáltica líquida), manta asfáltica tradicional, argamassa polimérica, aditivos impermeabilizantes
Patologias que podem surgir: a falha mais comum resultante de problemas de impermeabilização em fundações é a presença de umidade ascendente nas paredes e muros, até em média 50 cm de altura do piso. Isso ocorre devido a ação da capilaridade da água, que percola de maneira ascendente deixando manchas, presença de mofo, fungos, matéria orgânica e descascamento de pintura e reboco.

impermeabilização residencial em fundações

2. Lajes de Cobertura

impermeabilização residencial em lajes de cobertura

As lajes também podem ser a opção de cobertura ao invés de telhados convencionais, especialmente quando se deseja incorporar um terraço, área de playground, varandas, espaços gourmet.
Ainda dentro do conceito, também é possível incluir elementos semelhantes como as sacadas e marquises, que também são tipos de lajes expostas às intempéries.
Diferentemente dos elementos de fundação, as lajes de cobertura estão expostos à ambientes externos, e, consequentemente à movimentação térmica.
Por essa razão é necessário optar pelos sistemas flexíveis de impermeabilização, pois estes são capazes de acompanhar os movimentos da estrutura sem que haja falha na impermeabilização.
Sistemas de impermeabilização mais utilizados: manta asfáltica(especialmente durante a fase de construção), emulsão acrílica (também conhecidos popularmente como manta líquida), Solução 100% silicone, Poliéster flexível de alto desempenho
Patologias que podem surgir: A falha na impermeabilização de lajesprovoca a presença de umidade na parte inferior, gerando desconfortos visuais nos forros, pintura, presença de mofo e bolor. Além disso, patologias de concreto como lixiviação, eflorescências, carbonatação e corrosão de armaduras também pode ocorrer devido à presença de umidade.

impermeabilização residencial em lajes de cobertura

3. Piscinas e reservatórios

impermeabilização residencial em piscinas e reservatórios

Não é surpresa que elementos estruturais com a função de reservar água precisam de impermeabilização.
Os reservatórios como caixas d’água, cisternas e também fossas sépticas devem receber sistemas de impermeabilização específicos, tanto para preservar a qualidade da água quanto para evitar a contaminação do solo.
Não é incomum que algumas pessoas pensem que a impermeabilização de uma piscinaé garantida apenas com a colocação de azulejos, pastilhas e demais revestimentos cerâmicos.
É preciso ter em mente que cerâmica não é sistema de impermeabilização. Apesar de garantir uma certa estanqueidade e um elevado índice de impermeabilidade, este material não tem as características de um sistema específico de impermeabilização.
No caso de piscinas e reservatórios enterrados, também é necessário lembrar que existem dois tipos de pressão de água: a que é exercida pela água reservada, de dentro para fora em direção às paredes, e também a pressão da água do solo, de fora para dentro.
Sistemas de impermeabilização mais utilizados: manta asfáltica(especialmente durante a fase de construção), Poliéster flexível de alto desempenho (especialmente em reformas)
Patologias que podem surgir: perda de seção na estrutura, exposição e corrosão de armaduras, desplacamentos, perda excessiva de água, recalques excessivos e demais patologias relacionadas à percolação de água nas fissuras

impermeabilização residencial em piscinas e reservatórios

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quarta-feira, 3 de julho de 2019

Dicas de segurança eletrônica para sua casa

Redação Intelbras

05 de Janeiro 2016 às 12:01
Segurança
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Quer proteger a sua casa ou empresa com equipamentos eletrônicos de segurança, mas não sabe exatamente quais soluções são recomendadas e atendem o perfil do local? Conheça mais sobre o assunto e veja dicas que contribuem com a eficiência de um projeto de segurança eletrônica.
O mercado de segurança eletrônica no Brasil cresce e se inova num ritmo acelerado. O setor de monitoramento eletrônico disponibiliza, a cada ano, novos serviços e recursos para melhor atender os que decidem por reforçar a segurança da sua residência, comércio ou empresa com ajuda da tecnologia. Ao optar por investir em um projeto de segurança eletrônica, deve-se, primeiramente, observar quais as reais necessidades e características de cada local e, deste modo, escolher as melhores soluções que ofereçam segurança de um modo prático e eficaz.
Segurança eletrônica – Como iniciar o seu projeto
Para dar início a instalação de um sistema de segurança eletrônica, a primeira medida a ser tomada é a contratação de um técnico ou empresa especializados no setor. As pessoas capacitadas em monitoramento eletrônico podem determinar quais equipamentos são os mais indicados de acordo com as características e necessidades de um imóvel, seja ele uma residência, empresa ou local público. Pesquise opções de prestadores deste serviço e busque referências de empresas para garantir que seu projeto seja feito adequadamente. Considere, ainda, que você irá necessitar de um plano de manutenção para, eventualmente, dar suporte ao seu sistema. Outra opção, é adquirir um sistema de monitoramento Plug & Play, que é mais simples, mas pode ser o ponta pé inicial para a segurança da sua residência ou escritório.
Equipamentos de segurança eletrônica para sua residência
São muitas as soluções existentes em equipamentos de segurança eletrônica para o segmento residencial. O que determina quais devem ser utilizadas é o tamanho do projeto e quais necessidades devem ser atendidas. Conheça, a seguir, alguns dos principais sistemas utilizados para reforçar a segurança da sua casa:
  • Porteiro eletrônico e videoporteiro
  • Centrais de alarmes monitoradas
  • Cercas elétricas
  • Câmeras CFTV
  • Fechadura digitail
Porteiro Eletrônico
O porteiro eletrônico, conhecido também como interfone, é um recurso bastante utilizado em casas e condomínios. Ele permite que os moradores se comuniquem, e, no caso de porteiros eletrônicos com vídeo, visualizem quem está do lado de fora. É uma ótima solução para identificar quem vai entrar em sua casa antes de abrir a fechadura. Conheça aqui.
Centrais de alarmes monitoradas
Ao optar pela instalação de centrais de alarmes, é recomendado contratar o suporte de um serviço de monitoramento 24h. As centrais de alarmes possuem como principal função monitorar os sensores instalados em seu sistema. Desta maneira, caso seja detectado algum evento suspeito, além do aviso sonoro inibidor que o alarme emite, um sinal é enviado a uma central de segurança que dará retorno imediato ao chamado. Existem variados tipos de sensores, como os magnéticos, comumente instalados em portas e janelas que, ao serem violados, emitem sinais para a central. Outro tipo conhecido é o sensor de presença, capaz de detectar a presença de um corpo humano, evitando alarmes falsos, através de tecnologias como infravermelho, micro-ondas e imunidade PET.
A eficiência na utilização de uma central de alarme para sua residência está diretamente ligada à qualidade do suporte de monitoramento que é prestado.
Cercas elétricas
Centrais de cercas elétricas são soluções que podem ser muito efetivas e possuem um custo acessível. Através da emissão de pulsos elétricos, elas protegem o perímetro com choques e comunicam a tentativa de acesso ou violação a uma central.  A escolha do equipamento a ser utilizado é influenciada pelo perímetro do local que será monitorado. Existem soluções com características variadas: possibilidade de ligação com sensores de abertura e infravermelho, saída para monitoramento, habilitação do choque através de controle remoto, e outras, que se adaptam a projetos de pequeno, médio e grande porte. Importante ressaltar que os equipamentos devem seguir as normas de fabricação e instalação da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e as cercas devem ser identificadas. Saiba mais sobre as cercas elétricas da Intelbras.
Câmeras CFTV
Câmeras de monitoramento são amplamente utilizadas em sistemas de segurança e monitoramento em residências, empresas e locais públicos. A alta definição das imagens das câmeras disponíveis atualmente permitem a identificação de pessoas e total controle sobre o local monitorado. Existem soluções em tecnologia IP e HDCVI que se adaptam a projetos de custo, estrutura e tamanhos variados, além de gravadores digitais e softwares e aplicativos que complementam o sistema. Além disso, também existem os modelos compactos, Plug & Play, para quem está começando a pensar na segurança do seu patrimônio: são os kits ou sistemas de monitoramento mais básicos. Conheça os diversos tipos de câmeras que a Intelbras oferece e saiba mais sobre CFTV.
Fechadura Digital
Fechaduras digitais para portas e portões proporcionam ou impedem acesso a locais e ambientes através de senha numérica ou cartão de proximidade RFID. É um recurso interessante que vem ganhando espaço em projetos de monitoramento e segurança devido à alta confiabilidade que oferece. Possui, ainda, a função Não Perturbe, que desabilita a abertura da fechadura pelo lado de fora por tempo determinado, alarme antiarrombamento, entre outras.

Principais conflitos em condomínios: quais são os 5 “Cs”

Intelbras

26 de Março 2019 às 08:03

conflitos em condominios - 5 c
Os principais conflitos em condomínios podem ser resumidos em cinco palavras que coincidentemente começam com a letra C. Síndicos e especialistas em direito imobiliário constatam que cano, cachorro, criança, carro e calote representam grande parte das multas geradas para os condôminos. Vamos ver em detalhes quais são esses “Cs”.

Cano

Vazamentos são motivos de grande dor de cabeça para o síndico. Em edifícios mais antigos, o encanamento apresenta falhas que demoram a ser percebidas. Para não ter esse tipo de problema, o síndico deve ficar atento aos prazos de manutenção preventiva e evitar gastos extraordinários para o condomínio. Mas a responsabilidade do administrador de atuar na prevenção e reparação de encanamentos se restringe às áreas comuns do prédio. Quando o vazamento está restrito ao apartamento, então é dever do condômino providenciar o conserto.
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Cachorro

A presença de animais domésticos no condomínio, de forma geral, costuma render polêmicas e os cães são campeões. As maiores reclamações dos condôminos são referentes ao barulho de latidos, à sujeira e ao risco à segurança, no caso de animais mais agressivos. Como nem sempre é possível contar com o bom senso dos moradores, uma saída para o síndico é garantir que o regulamento interno seja bem detalhista sobre esse tópico. Alguns exemplos de critérios que devem ser estabelecidos são: regras para uso do elevador, entrada na garagem, circulação de áreas comuns e se devem usar focinheira e em que situações. A instalação de câmeras de segurança em áreas comuns pode ajudar a identificar os moradores que não estejam seguindo as regras com os seus animais. Caso o condômino responsável pelo animal não siga as regras ou não tome providências, ele sofrerá as penalidades previstas. Numa situação extrema, o cão pode ser expulso do prédio.
conflitos em condominios - cao

Criança

Tocar campainha em todos os apartamentos, correria pelas escadarias, elevadores que param em todos os andares, skates e bicicletas em áreas inadequadas. Quem nunca presenciou traquinagens das crianças? A instalação de câmeras de monitoramento nas áreas comuns do condomínio ajuda a garantir que essas situações não aconteçam. Outra vantagem é contribuir na identificação dos autores das travessuras. Os pais ou responsáveis devem ser comunicados e notificados. As crianças precisam de espaço para gastar energia. Uma sugestão é criar espaços de lazer infantil no condomínio, mesmo que sejam salas adaptadas. Brinquedotecas ou sala de jogos são simples de implantar. Outra dica é criar a figura do síndico mirim, o que traz um senso de responsabilidade e cooperação aos pequenos.
conflitos em condominios - crianca

Carro

O mercado de veículos SUV tem crescido no Brasil. Mas o tamanho das garagens dos edifícios não acompanhou a área maior que esses veículos ocupam. Arranhões na lataria e dificuldades de estacionar na vaga correta estão crescendo na mesma proporção do aumento das vendas desses utilitários-esportivos. Sobra para o síndico arbitrar esses e outros conflitos em condomínios relacionados aos carros. Entre as opções de solução, podemos citar a contratação de manobristas, terceirização do estacionamento ou redesenho das vagas na garagem. A instalação de câmeras de monitoramento nesse ambiente também ajuda a identificar autores de danos aos veículos, registram atitudes antissociais de condôminos e reforçam a segurança contra roubos e furtos.
conflitos em condominios - camera

Calote

É considerado inadimplente o condômino que deixou de pagar sua taxa condominial no primeiro dia após o vencimento do boleto. Mas é praxe que os síndicos considerem atraso somente após o segundo mês de falta de pagamento. De qualquer forma, o calote é um problema que impacta todos os demais condôminos, pois afeta o caixa do condomínio e é uma situação difícil de lidar. O inadimplente pode estar passando por uma dificuldade momentânea, como perda do emprego. O Código Civil determina multa de 2% e juros de até 1% ao mês para os valores atrasados. O percentual mensal pode variar conforme definição da convenção condominial. Com a atualização do Código de Processo Civil, em 2016, as regras para cobrança ficaram mais duras, o que facilitou a vida do síndico e reduziu a inadimplência.
conflitos em condominios

Conflitos em condomínios: quando e como multar?

Como administrador do edifício, o síndico é a figura responsável por mediar conflitos em condomíniose buscar soluções que sejam satisfatórias para todas as partes. A legislação prevê instrumentos que apoiam o síndico para resolver essas questões.
A advertência é o primeiro passo para alertar o condômino sobre alguma infração cometida. Caso o morador persista no erro mais de uma vez, então é hora de aplicar a multa.
Os critérios para multas e as formas de cobrança estão definidas na convenção condominial e no regimento interno. Os princípios básicos sobre direitos e deveres dos condôminos estão previstos no Código Civil, mas cabe a cada condomínio detalhar suas próprias regras.
O valor máximo para a cobrança de multa é de 10 vezes a taxa mensal paga pelos condôminos. Isso está previsto na legislação. Mas é importante lembrar que o condômino pode entrar com uma ação judicial e recorrer da decisão da multa, caso discorde de suas razões.

Conclusão

Existem outras situações que também geram conflitos em condomínios e tiram o sono do síndico. São situações como barulhos excessivos, falta de acessibilidade para pessoas com deficiência, consumo de cigarro e substâncias ilícitas, uso do apartamento como escritório (o que aumenta o fluxo de pessoas estranhas ao condomínio), entre outros.
A Intelbras consegue ajudar a identificar e minimizar alguns desses problemas com soluções como câmeras de monitoramento, controle de acesso, sensores, entre outros. Quer saber mais sobre algum desses e outros temas? Comente aqui e sugira um assunto para o blog!