segunda-feira, 23 de março de 2020


O que fazer em casa enquanto se está de “quarentena”

Assistir série, arrumar o armário e muitas outras atividades para passar o tempo enquanto se está confinado em casa!


 (Reprodução/Casa.com.br)
O Coronavírus não é algo a ser levado na brincadeira. Nós, da redação do Casa.com.br, estamos trabalhando de casa, para diminuir as chances de contaminação do vírus – dos outros e de nós mesmos. Mas, pensando em quem está na quarentena voluntária, separamos algumas atividades para fazer em casa, sem riscos sanitários.
Colocar os filmes em dia


 (Reprodução/Casa.com.br)
Com a chegada do Covid-19, as empresas de TV a cabo NET, Sky e Claro liberaram os canais para que as pessoas possam se manter entretidas em casa. Isso inclui até mesmo os cobiçados “Telecines”. Então, aproveite para assistir todos os filmes de herói da Marvel que você perdeu.
Se você estiver na vibe de filmes sobre quarentenas e epidemias, aqui vão algumas sugestões: Moana, Eu Sou a Lenda, Contágio, Enrolados, Guerra Mundial Z e A Gripe.
Aqui você confere uma lista de matérias sobre séries – inclusive sobre design e arquitetura!
Assistir Love is Blind e The Circle
 (Reprodução/Casa.com.br)
Sabe aquelas séries que todo mundo está falando mas você não teve tempo de assistir? Bem, você não vai sair de casa agora mesmo, então é o momento de acompanhar Love is Blind e The Circle, e também de re-assistir Friends, que é o que todos nós fazemos.
Arrumar o armário
 (Reprodução/Casa.com.br)
Há quem diga que uma casa organizada é sinônimo de mente também em ordem. Pode ser verdade ou não, mas de qualquer forma, dá um prazer danado encontrar uma nova configuração para aqueles itens que antes estavam uma bagunça. Se é sanidade mental que você buscas, elencamos aqui 20 formas de organizar o armário do quarto!
Visite museus de forma virtual
 (Reprodução/Casa.com.br)
Isso mesmo! Do conforto de casa é possível fazer tours virtuais por mais de 1.200 instituições ao redor do mundo. Dentre eles estão Guggenheim Museum, em Nova York e o J. Paul Getty Museum, em Los Angeles.
A desculpa de ter que dar uma saída não existe mais, então aquela bagunça no armário pode finalmente ser organizada.
Aqui você confere uma lista de matéria sobre as exposições virtuais do Google e muito mais sobre tecnologia!
Ler um monte
 (Reprodução/Casa.com.br)
Esse é o melhor passatempo quando se está em casa. Seja um livro de histórias, poemas, contos, prepare uma boa xícara de chá de para a imunidade e mergulhe na literatura.
Cozinhar
 (Reprodução/Casa.com.br)
Essa é uma boa opção, especialmente para quem tem filhos e está em quarentena. Receitas simples, como bolos e biscoitos, são excelentes para que os pequenos possam se divertir.

Os cuidados que devem ser observados ao ir ao supermercado

Principal recomendação dos médicos é que só se deva frequentar locais fechados em casos de extrema necessidade
18/03/2020 - 14h57min
Atualizada em 18/03/2020 - 17h08min

Pessoas devem manter um distanciamento nos supermercados
Lauro Alves / Agencia RBS

Em meio ao decreto da prefeitura que determina o fechamento de lojas em shoppings e centros comerciais, os supermercados seguem abertos para a população. Apesar disso, quem for a esses lugares precisa ter certos cuidados, principalmente quando forem fazer suas compras. 

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A dica dos médicos é que se evite ao máximo circular, indo apenas em casos de extrema necessidade. Afinal, são lugares de aglomeração. Além disso, sugerem que as pessoas não estoquem comida, pois reduz a disponibilidade de produtos para os demais. Adão Machado,  infectologista do Hospital Moinhos de Vento e do Hospital Padre Jeremias e consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia, lista uma série de precauções para tornar a ida ao supermercado ainda mais segura.

A nossa recomendação é que as pessoas comprem as coisas rapidamente, para ficarem pouco tempo em um ambiente potencialmente lotado. Isso inclui fazer uma lista de compras, para que não fiquem vagando pelos corredores. Também evitem tocar as embalagens, escolhendo os produtos com os olhos, não com as mãos — ressalta.

A opinião de Machado é corroborada por André Luiz Machado da Silva, infectologista do Hospital Nossa Senhora da Conceição. Ele recomenda ainda que as pessoas mantenham uma distância de cerca de 1m50cm nesses estabelecimentos.

É importante manter um distanciamento social. Isso ajuda sobremaneira a diminuir o risco de contato com as gotículas infectadas. Além disso, aquela recomendação de sempre, de evitar cumprimentos e contato próximo com qualquer pessoa, mesmo que seja um amigo — salienta.

Ambos destacam ainda que assim que as pessoas deixarem o supermercados é preciso realizar o processo de higienização das mãos, seja com água e sabão ou então com álcool gel e também manter a etiqueta respiratória nos locais, tossindo ou espirrando na dobra do cotovelo para evitar contaminar as mãos.

Confira os principais cuidados

Evitar a ida a locais fechados e com grandes aglomerações
 Fazer compras rapidamente, evitando alta exposição a outras pessoas
 Evitar tocar em diversas embalagens
 Higienizar as mãos com água e sabonete ou álcool gel assim que sair do local
 Cuidar para manter a etiqueta respiratória, tossindo ou espirrando na dobra do cotovelo para evitar contaminar as mãos
 Manter um distanciamento social de cerca de 1m50cm

sábado, 21 de março de 2020


Siga as regras. Não por você, mas pelos mais frágeis

“Eu fico em casa”, campanha iniciada na Itália e agora adotada na Espanha, mostra importância de evitar aglomerações contra o coronavírus. Brasil adota medidas restritivas

#YoMeQuedoEnCasa saiu das redes e virou campanha nas ruas de Madri, na Espanha, neste sábado.

SERGIO PEREZ / REUTERS
BRENDA VALVERDE
14 MAR 2020 - 12:34BRT
MAIS INFORMAÇÕES

La ciudad de Madrid, prácticamente vacía por el cierre de tiendas y servicios de hostelería por el coronavirus. 

Condutas individuais contra coronavírus podem ser mais importantes do que ação dos Governos

A woman, wearing a face mask, walks past a sign guiding people to the entrance of a corona testing station at the Vivantes Wenckebach hospital in Berlin on March 13, 2020. - German Chancellor Angela Merkel called on organisers of non essential events gathering hundreds of people to cancel them to help slow the spread of coronavirus. The regional governments of Germany's 16 states will decide if they want to shutter school gates according to the local situation, Merkel said on March 13, 2020, adding that an option could be to bring forward April's Easter school holidays. (Photo by Odd ANDERSEN / AFP)

Conduta do vírus no calor é chave para seu controle

Milhares de pessoas nas redes sociais pedem calma apesar da expansão do coronavírus pela Espanha, que decretou estado de alarme nesta sexta-feira para restringir a circulação nas ruas. Com o uso das hashtags #YoMeQuedoEnCasa (Eu fico em casa) e #FrenarLaCurva (Frear a curva, em referência à curva de crescimento da propagação do vírus) usuários pedem que as pessoas sejam responsáveis e não saiam às ruas para evitar que os contágios aumentem. 

O objetivo desses dias, em que o trabalho remoto em casa é incentivado, é que o número de infectados não cresça descontroladamente e alcance um pico tão acentuado como na Itália, o país da Europa com mais casos (acima de 17.000) até agora. A Europa tornou-se nesta semana o epicentro da pandemia, segundo a Organização Mundial da Saúde, mas o Brasil também começa a endurecer as medidas para enfrentar a propagação da doença.

Foi na Itália que surgiu a primeira amostra dessa campanha nas redes sociais. Através do #IoRestoACasa (Eu fico em casa) os italianos pedem que ninguém abandone suas residências. Alguns famosos como Laura Pausini, Paolo Sorrentino, Tiziano Ferro e Chiara Ferragni publicaram em seus perfis fotos e vídeos cobrando responsabilidade dos cidadãos.



Medo e ansiedade com a crise do coronavírus? 

Conselhos dos psicólogos para tranquilizá-lo

Prestar atenção aos cuidados relacionados à prevenção da transmissão e tentar manter a calma estão entre os principais fatores, de acordo com os psicólogos
14 MAR 2020 - 17:22BRT

AGENCIA GETTY
Diante da incerteza gerada por esse tipo de situação de emergência sanitária e de reordenamento social, o Colégio de Psicólogos de Madri divulgou um comunicado nesta semana para ajudar a superar o mal-estar emocional, oferecendo conselhos para quem tem e para quem não tem relação direta com o vírus

MAIS INFORMAÇÕES
A woman, wearing a face mask, walks past a sign guiding people to the entrance of a corona testing station at the Vivantes Wenckebach hospital in Berlin on March 13, 2020. - German Chancellor Angela Merkel called on organisers of non essential events gathering hundreds of people to cancel them to help slow the spread of coronavirus. The regional governments of Germany's 16 states will decide if they want to shutter school gates according to the local situation, Merkel said on March 13, 2020, adding that an option could be to bring forward April's Easter school holidays. (Photo by Odd ANDERSEN / AFP)

Pandemia de coronavírus: o que você precisa saber para se proteger

Se você não foi afetado pela doença

A ansiedade pode se manifestar de várias formas: nervosismo, agitação, estado de alerta; não conseguir pensar em outra coisa; necessidade de ver e ouvir constantemente informações sobre o coronavírus; dificuldade para realizar tarefas diárias. Também é percebida nas pessoas que estão com problemas para adormecer e que “acham difícil controlar sua preocupação e perguntam persistentemente aos familiares sobre seu estado de saúde, alertando-os sobre os graves perigos que correm toda vez que saem de casa”.

Diante dessa situação, o Colégio de Psicólogos propõe:

Identificar pensamentos que possam lhe causar mal-estar. “Pensar constantemente na doença pode causar o aparecimento ou o aumento de sintomas que ampliem seu mal-estar emocional.”

Reconhecer nossas emoções e aceitá-las. “Se necessário, compartilhe sua situação com os mais próximos para encontrar a ajuda e o apoio necessários.”

Questione: procure provas de realidade e dados confiáveis. “Conheça os fatos e dados confiáveis oferecidos pelos meios de comunicação oficiais e científicos e fuja de informações que não provenham dessas fontes, evitando informações e imagens alarmistas.”

Informe seus entes queridos de maneira realista. “No caso de menores ou pessoas especialmente vulneráveis, como idosos, não minta para eles e forneça explicações verdadeiras, adaptadas ao seu nível de compreensão.”

Evite informações em excesso. “Estar permanentemente conectado não o deixará mais bem informado e poderia aumentar desnecessariamente sua sensação de risco e nervosismo.”

Comprove a autenticidade das informações que você compartilha. “Se você usa as redes sociais para se informar, procure fazê-lo com fontes oficiais.”

Como cuidar de si mesmo nestes casos: os colegiados da Comunidade de Madri recomendam manter “uma atitude otimista e objetiva”. Evite falar o tempo todo sobre o assunto, apoie-se na família e nos amigos e ajude a família e os amigos a manter a calma e um pensamento “adaptativo a cada situação”, além de tentar levar uma vida normal na qual não se alimente o medo dos outros.

Se você pertence à população de risco, de acordo com as autoridades sanitárias

O Colégio de Psicólogos propõe:

Siga as recomendações e medidas de prevenção determinadas pelas autoridades sanitárias. “Confie nelas porque sabem o que fazer. Têm o conhecimento e os meios”.

Informe-se de forma realista. Não trivialize seu risco “para tentar evadir a sensação de medo ou apreensão com a doença”. Tampouco o amplifique. Seja cauteloso e prudente sem se alarmar.

Se lhe recomendarem medidas de isolamento, lembre-se de que “é um cenário que pode levar você a sentir estresse, ansiedade, solidão, frustração, tédio e/ou irritação, juntamente com sentimentos de medo e desespero, cujos efeitos podem durar ou aparecer mesmo depois do confinamento. Tente se manter ocupado e conectado com seus entes queridos.”

Crie uma rotina diária e aproveite para fazer as coisas que você gosta, mas que geralmente, por falta de tempo, não pode fazer (ler livros, assistir filmes, etc.).

Se você está sofrendo da doença

Além de seguir as recomendações acima, os colegiados indicam vários pontos importantes para o autocuidado: Administre seus pensamentos intrusivos. “Não se ponha na pior situação antecipadamente.”

Não se assuste desnecessariamente. “Seja realista. A imensa maioria das pessoas está se curando.”

Quando sentir medo, conte com a experiência que você tem em situações semelhantes. “Talvez agora não associe isso por ter uma percepção de maior gravidade. Pense quantas doenças você superou com sucesso na vida.”

O telefone como foco de ansiedade

“Tenho ansiedade porque todas as conversas, grupos de WhatsApp, noticiários e timelines das redes sociais (bem, menos o Instagram, que como sempre faz o que quer) são sobre o mesmo assunto. Não é possível escapar do circuito em nenhum momento”, explica Lucía Benito, uma barcelonesa grávida de cinco meses que sofre de mal-estar emocional e físico devido ao ciclo de informações e ao alarme sanitário do coronovírus. Lucía, como boa parte da população, trabalha remotamente de casa. “Como grávida, sinto falta de mais informações específicas sobre como isso nos afeta. Li coisas contraditórias sobre os efeitos do vírus na gravidez. 

Tenho um pouco de taquicardia à noite (embora seja normal tê-la durante a gestação) e é difícil me concentrar no trabalho”, acrescenta. Lucía não está sozinha. “Não assisto televisão, mas é impossível me isolar, minha ansiedade disparou”, explica Cristina González, assistente social de uma prefeitura da província de Barcelona. O coronavírus invadiu grupos de conversas familiares em que abundam áudios com boatos sobre supostos transbordamentos nos hospitais. Está em fotos de supermercados vazios que viralizaram e que ridicularizam certos setores da população. Também em memes racistas sobre a epidemia, é o protagonista dos surtos de histeria nas conversas de WhatsApp, onde se especula sobre supostos fechamentos do espaço aéreo ou de fronteiras sem qualquer confirmação oficial ou governamental.

Abrir as redes sociais hoje em dia não é uma tarefa fácil, especialmente para quem tem altos níveis de ansiedade. “Sinto-me exausta, minha cabeça vai explodir. Estou trabalhando de casa e me conectar às redes ou olhar para o meu celular gera muitíssima ansiedade”, explica Laura Montes, trabalhadora do setor de comunicação de 38 anos. Sua situação a inclui na população de risco. “Pacientes com transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) ou ansiedade generalizada são população de risco psicológico no momento e estamos recebendo muitas perguntas sobre a incerteza causada pelo coronavírus. Tanto para eles quanto para os outros é importante manter a calma, não se alarmar e seguir as recomendações das autoridades sanitárias”, aconselha a psicóloga Silvia García Graullera, especialista em transtornos de ansiedade e diretora do centro PSICIA.

Aprender a reconhecer seus medos

“O medo não é uma emoção ‘ruim’ em si”, esclarece o psicólogo Rafael García. “O que é ‘ruim’ é que apareça quando não é adaptativo (em uma situação em que não corremos risco); que não apareça quando seria adaptativo se ocorresse (em situação de risco) ou que apareça com uma intensidade tal que nos bloqueia”, alerta antes de analisar a sensação de mal-estar emocional generalizada pelo alarme sanitário. Uma situação excepcional em que a disparidade social e de assistência também influenciam. Não é a mesma coisa enfrentar um chamado à reclusão tendo que cuidar das crianças e fazer teletrabalho sem nenhum tipo de ajuda do que com a possibilidade (e dinheiro) de tê-la.

Nossas experiências e traumas do passado também podem influir de forma problemática nesse período extraordinário. “O fato de termos vivido situações traumáticas (no caso que nos diz respeito, falaríamos de doenças próprias ou alheias ou de mortes de entes queridos) pode alterar a relação que temos com o nosso mundo emocional e, a partir daí, viver o medo, neste caso, de um lugar inapropriado”, adianta. Para García, o importante é colocar o medo no contexto que estamos enfrentando no momento. “Para administrar a ansiedade diante do alarme sanitário, acho que seria importante que cada um escutasse a mensagem do seu medo. Esse medo seria de se infectar e morrer, de se infectar e matar, de nossos entes queridos serem infectados, de perdas financeiras, de isolamento, de estar desabastecido, de rejeição, de não poder assumir responsabilidades de cuidados...? Seria importante conhecer esse medo: se é um medo antigo; se é novo ou se você aprendeu com alguém”.

Controlar o consumo de informações (com fontes confiáveis)

Os conselhos de García envolvem contextualizar nossos medos e tentar acalmá-los com “recursos pessoais que nos regulam emocionalmente” e um consumo limitado de notícias, colocando o foco nos meios de comunicação oficiais. “A busca excessiva por informação é uma ação que nos oferece controle para acalmar o medo, mas paradoxalmente o aumenta, pois alimenta o obsessivo diante do racional. Fazer uso adequado das informações (especialmente as provenientes da mídia oficial) e conceder-lhes um espaço mental também adequado pode nos ajudar a transitar pelas circunstâncias atuais da maneira mais saudável possível.”

Buscar fontes confiáveis é outra recomendação da psicóloga Yolanda Cuevas Ayneto. “Devemos limitar a exposição aos meios de comunicação. As informações nos dão segurança, mas se nos empanturramos, nos confunde e aumenta a vulnerabilidade. Mas lembre-se, ser vulnerável não anula seus recursos”, ressalta. A psicóloga, como remédio, aconselha “praticar o autocuidado” nesse estado excepcional com o autoconhecimento. “Você pode aprender a acalmar sua mente desses pensamentos de ansiedade antecipatória, pensamentos alarmistas e pessimistas. Você pode se conectar à sua respiração, sentir o ar entrando e saindo, seu percurso e toda vez que você cair nesses pensamentos, volte sua atenção para o nariz, esse lugar por onde o ar entra e sai. Repetidas vezes, sem se deixar levar pelos juízos. 

Não se trata de não ter pensamentos, mas de saber acompanhá-los e soltar”.


Como lidar com a ansiedade



Prezados condominos

Os portões foram trocados e pintados. O sentido da porta de entrada foi trocado, faltando apenas a colocação da mola para que feche sozinha.

Estão faltando agora a troca das fechaduras dos portões de entrada e porta para abrir com tags o que facilitará a entrada e saída.

Suspendemos as obras para evitar entrada de pessoas, ficando apenas a faxineira que está orientada para usar luvas sempre que puder, e deixamos alcool gel na entrada do elevador para eventual necessidade.

Assim solicitamos cuidados maiores com as embalagens de lixos para a colocação posterior para a rua.

Quanto menos visitas recebermos nesse período melhor...Qualquer outras informações mais urgentes usaremos nosso grupo de whatts app.



21 DE MARÇO DE 2020
CORONAVÍRUS

O que fazer nos condomínios?

Áreas comuns podem sofrer restrições neste período de crise e quarentena - saiba o que a legislação autoriza e o que proíbe

Com mudanças drásticas em todos os setores, a pandemia de coronavírus alterou, também, a rotina dos condomínios. Salões de festas, academias, piscinas, pracinhas e outras áreas comuns foram fechadas, na tentativa de evitar aglomerações e reduzir a circulação de pessoas pelos ambientes.

No condomínio com mais de cem apartamentos em que Vanessa Alapont é síndica, um comunicado foi deixado debaixo das portas dos moradores para avisar sobre novas regras: fechamento total das áreas comuns por tempo indeterminado e recomendação para evitar circulação de pessoas e serviços externos. Dispensadores com álcool gel foram distribuídos em áreas estratégicas e palitinhos de dentes foram colocados no elevador para que os condôminos não precisem tocar nos botões com os dedos.

- Uma moradora e a filha fizeram. Ela perguntou se poderiam colocar. Todo mundo adorou. Hoje, vamos repor os palitos. Mesmo com redução na circulação, já foram gastos mais de 800 palitinhos de quarta para cá - conta Vanessa.

Autora da iniciativa, Adriana Aparecida Paz, docente da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, diz que teve a ideia após ver alguns vídeos em grupos de WhatsApp.

- Como eu tinha os materiais em casa, optamos por fazer.

Foi então que ela e a filha Marcella, quatro anos, se debruçaram na atividade de cravar palitos de dentes em bolinhas de isopor para distribuí-los pelos quatro elevadores dos prédios.

- Isso contribui no sentido de tentar reduzir a transmissão - justifica Adriana.

E o trabalho em equipe é grande no condomínio: as mães do prédio, localizado no bairro Azenha, em Porto Alegre, trocam por mensagens as atividades repassadas pelas escolas dos seus filhos. Cada morador que precisa sair se oferece para buscar itens para os vizinhos, especialmente os mais velhos. O zelador ajuda com as entregas na portaria, na tentativa de diminuir o trânsito pelas dependências.

- Parou a circulação. Só passam pessoas que vão para rua ou quem precisa levar seus pets para fazer as necessidades - relata Vanessa.

Em vigor por tempo indeterminado, as restrições impostas pelas administrações dos condomínios têm amparo legal. Conforme o advogado Ricardo da Rocha Neto, especialista em direito civil, empresarial e imobiliário, do escritório Abe Giovanini, cabe aos síndicos a observação das suas atribuições determinadas pelo artigo 1.348 do Código Civil. Também é necessário verificar a convenção do condomínio e as recomendações das autoridades sanitárias, que devem ser obedecidas.

- As áreas comuns consideradas não essenciais, como salões de festa, piscinas, brinquedotecas e academias, podem sofrer restrições em seu uso ou, a depender do significativo fluxo de pessoas em um grande condomínio, ter suas atividades suspensas, com restrição total do acesso. Em uma situação normal, o mais adequado seria definir regras em assembleia, mas na atual conjuntura, admite-se que o síndico tome as decisões mais efetivas e adequadas para garantir a saúde dos moradores do edifício - explica.

Pracinhas

Ele acrescenta que em prédios menores, com menos moradores, pode-se decidir por manter o espaço aberto, desde que cada usuário cumpra regras rígidas de limpeza. Restrições de horários e de número de pessoas também podem ser determinadas. Até mesmo locais a céu aberto, como terraços, churrasqueiras e pracinhas, podem ser limitados ou fechados, garante.

- Como a recomendação das autoridades sanitárias e especialistas em infectologia diz respeito a distanciamento social, as áreas abertas também poderão ser fechadas ou sofrer sérias restrições de uso. Não haveria nem sentido lógico permitir-se a realização de um churrasco onde as pessoas ficam muito próximas umas das outras em um momento crítico de epidemia. Se até praias estão sendo fechadas, há mais justificativa técnica para se fechar espaços abertos menores, como pracinhas, por exemplo - completa.

Outro alerta do especialista é para atividades de hospedagem, como de Airbnb. Segundo ele, nesse momento, por conta da rotatividade em estadias de curto prazo, o serviço deve ser suspenso.

CAMILA KOSACHENCO